Chuva e lei seca fazem cerveja sobrar em Salvador

As cervejarias, grandes investidoras do carnaval de Salvador junto a instituições bancárias e empresas de telefonia, ainda falam em números de consumo iguais aos da folia do ano passado - cerca de 10 milhões de litros, ou cinco por folião ao longo dos seis dias de festa. Mas todos os indicadores, de ambulantes que vendem menos à queda no volume de lixo recolhido, apontam para forte retração do consumo da bebida neste ano nos circuitos da festa.

Agência Estado |

“Até agora (madrugada de terça-feira), vendi metade do que vendi no ano passado”, reclamava o ambulante Alexsandro Conceição. “Parece que o pessoal da fiscalização está pegando pesado com quem dirige.” A impressão do ambulante, que trabalha há três anos nas principais festas de verão da cidade, é correta. Apenas até domingo, a Transalvador, órgão que regula o trânsito na capital baiana, havia feito mil abordagens a motoristas nas vias de acesso aos circuitos.

Desses, 238 foram multados, 137 tiveram habilitação apreendida e 17 vão responder a processo criminal por apresentarem alta concentração de álcool no sangue. O órgão instalou 47 barreiras nos arredores dos locais de maior concentração de foliões. Os atendimentos em hospitais e unidades de emergência também sofreram redução. A chuva também pode explicar a queda de consumo de cerveja na folia baiana. Nos anos anteriores, marcados por um carnaval ensolarado, este ano apenas a quinta-feira e a terça-feira foram de sol aberto e muito calor. Nos outros dias, garoou e choveu em boa parte dos desfiles, deixando o clima mais ameno. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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