Chuva dificulta buscas a desaparecidos no Rio Jacuí, no Rio Grande do Sul

As buscas por vítimas do desabamento de uma ponte no Rio Jacuí, em Agudo, na região central do Rio Grande do Sul, foram retomadas na manhã desta quarta-feira. No entanto, de acordo com a Brigada Militar do Estado, as chuvas no local dificultam o trabalho. Um temporal no começo da manhã chegou a interromper as buscas.

iG São Paulo |



Ponte antes (Google Maps) e depois do desabamento (Lauro Alves/RBS)

De acordo com os bombeiros, as equipes procuram cinco pessoas, mas o número de desaparecidos pode ser maior. Várias pessoas estavam sobre a ponte, localizada na RSC-287 entre Agudo e Restinga Seca, observando a correnteza quando a ponte foi arrastada pela correnteza do rio na terça-feira. Entre os desaparecidos está o vice-prefeito de Agudo, Hilberto Boeck.

Quatro helicópteros, dois da Brigada Militar (BM, a Polícia Militar gaúcha), um da Força Aérea e outro do Exército participam da procura com o apoio de barcos e mergulhadores.

O prefeito de Agudo, cidade a 242 quilômetros de Porto Alegre, Ari Alves da Anunciação (PMDB), contou que na terça-feira foram resgatadas oito pessoas que caíram no rio quando a ponte cedeu e conseguiram se manter agarradas a árvores e a um cabo de fibra ótica, também rompido. Ainda segundo o prefeito, além de problemas de infraestrutura, a cidade sofre com a falta de água devido ao rompimento de um cano de abastecimento.

Na terça-feira, a governadora Yeda Crusius (PSDB) sobrevoou o local do acidente na ponte sobre o rio Jacuí, que tem 314 metros de extensão. O Departamento Autônomo de Estradas e Rodagem (DAER) começou uma avaliação para determinar as causas da queda. O órgão controla 2,5 mil pontes no Estado.

Mortes

As chuvas também causaram duas mortes em Espumoso, ao norte do Estado, e Candelária, na região central. Os corpos de dois agricultores que estavam desaparecidos desde terça-feira foram localizados nesta quarta-feira. Alexandre Rodrigues, de 39 anos, foi arrastado pela correnteza do rio Butiá, em Espumoso. Hari Kappaun, foi ilhado pelas águas do rio Pardo, em Candelária, quando tentava retirar o gado do pasto. A Defesa Civil registrou 343 desabrigados e 808 desalojados pelas chuvas no Estado pelas chuvas nos dias 3 e 4.

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(*com informações da Agência Estado)

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