Chuva deixa 2 cidades do Paraná em emergência

Além do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul também sofrem consequências das chuvas dos últimos dias

iG São Paulo |

Os municípios paranaenses de Pinhais e Piraquara decretaram situação de emergência por conta dos temporais e vendavais que atingiram o Estado. Segundo o último levantamento divulgado pela Defesa Civil, 45 cidades informaram ter algum tipo de estrago provocado pelas chuvas.

Até o momento, os temporais deixaram 3.619 pessoas desabrigadas - aquelas que perderam tudo e necessitam de abrigos públicos - e 30.287 desalojadas, em 4.545 residências afetadas.

Santa Catarina

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Chuva provoca deslizamento no bairro Boehmerwald, em Joinville (SC)

Em situação ainda mais preocupante encontra-se o Estado de Santa Catarina, onde 37 municípios já decretaram situação de emergência entre os 60 que foram atingidos de alguma maneira pelas chuvas. Mais de 160 mil pessoas foram afetadas e há 6.640 desalojados e 757 desabrigados, de acordo com a Defesa Civil.

Segundo o diretor estadual do órgão, major Emerson Neri Emerim, o maior problema, no momento, é a barragem da cidade de Taió, no Alto do Vale do Itajaí. Ela transbordou por volta das 15h de segunda-feria e deixou todo o município debaixo d´água. "A água chegou a 1,5 metro e agora ainda está 70 cm acima do vertedouro. Acreditamos que as ruas devem ficar alagadas até o final da tarde", diz.

Conforme Emerim, todas as famílias foram retiradas do local antes que a água tomasse as casas. Há pelo menos 300 desalojados na região. Ele, porém, comemora que não há registro de pessoas desaparecidas no Estado. "Não chove mais, hoje o dia está lindo e logo as famílias poderão voltar para as suas casas", considera.

Rio Grande do Sul

De acordo com a Defesa Civil do Rio Grande do Sul, apesar de nenhum município ter decretado estado de emergência, três enviaram ao órgão o chamado Nopred (Notificação Preliminar de Desastre). São eles: Maximiliano de Almeida, Vicente Dutra e Marcelino Ramos.

O rio Uruguai é o que mais requer atenção no momento. A estimativa do órgão é que as águas do rio estão 11 metros acima do nível normal. Em São Borja, na Fronteira Oeste, famílias tiveram que ser removidas às pressas porque as casas foram invadidas pelas águas.

Na terça-feira, uma balsa que fazia a travessia do rio deixou de funcionar por motivos de segurança, em razão da enxurrada, segundo explica o coordenador da Defesa Civil, major Aurivan Chiocheta. Não chove mais no Estado e o tempo é bom nesta quarta-feira.

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