Chuva dá trégua e estado de atenção é suspenso em SP

A forte chuva que atingiu algumas regiões da capital paulista na tarde deste domingo deu uma trégua no início da noite, permitindo que o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura suspendesse às 18h05 o estado de atenção decretado às 16h35 na zona oeste, região central e na Marginal Pinheiros.

Agência Estado |

Ainda há pelo menos três pontos de alagamento na cidade de São Paulo, mas todos transitáveis.

São eles: Avenida Miguel Yunes próximo da Avenida Interlagos (zona sul); viaduto República da Armênia e Rua Funchal, próximo à Rua Gomes de Carvalho (ambos na região sudoeste).


Céu da zona oeste da cidade às 16h / iG

Alagamentos no sábado

O temporal que atingiu São Paulo no fim da tarde de sábado causou pelo menos uma morte e deixou tumulto em dois dos principais shoppings paulistanos.

De acordo com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), em Americanópolis, na zona sul, uma pessoa ainda não identificada morreu ao ser levada no meio da rua por uma enxurrada.

Foram registrados 55 pontos de alagamento em toda a cidade. O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) declarou estado de atenção em todas as regiões da capital entre 18 e 22 horas. O Aeroporto de Congonhas chegou a ficar fechado por 15 minutos no final da tarde. Na manhã deste domingo já não havia nenhum ponto de alagamento na cidade, segundo o CGE.

Os frequentadores do Shopping Interlagos, na zona sul, viveram momentos de pânico por volta das 18h30. Um corredor do shopping precisou ser interditado - 49 lojas e quiosques fecharam suas portas mais cedo - após a queda de parte do teto de gesso em frente à loja de roupas C&A e um vazamento que inundou outras lojas próximas.

AE
Segurança orienta o público em área interditada do Shopping Interlagos


De acordo com a Polícia Militar, o problema atingiu pelo menos duas lojas: a de roupas Khelf e a de sapatos Dunne's. "Parecia cachoeira. Era água de todo lado. As luzes se apagaram", conta a vendedora da Khelf Maria Márcia Santana. "Achei que fosse desabar tudo." Leonardo Júnior da Silva Carvalho, funcionário da mesma loja, confirma. "Não chegou a cair parte do teto, mas não sabemos de onde caiu tanta água."

Na Khelf, a água escorria do teto com tanta força que estourou a iluminação e deixou o estabelecimento no escuro e totalmente alagado. Entre funcionários e clientes, havia cerca de 30 pessoas na loja neste momento. O pânico foi geral. Os funcionários contam que todos que estavam no estabelecimento correram assustados.

O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas não registrou nenhuma vítima. A polícia informou que alguns frequentadores do shopping se aproveitaram da confusão para saquear as lojas, obrigando a administração a interditar o setor.

O gerente de um quiosque do McDonald's que fica na área fechada afirma que os clientes saíram correndo quando começou o barulho. "Ninguém sabia se era assalto ou tiro", diz. "Os que estavam aqui queriam sair. E quem não sabia, queria entrar para ver o que era."

Por meio da Assessoria de Imprensa, o shopping negou o ocorrido nas lojas Khelf e Dune's, restringindo o problema apenas à parte do teto na frente da C&A. A empresa também nega que tenha havido saques em lojas.

O Shopping Bourbon, na Pompeia, ficou alagado, assim como muitas ruas do Sumaré e da Vila Madalena. Muitos perderam os carros, que foram levados pela enxurrada que tomou conta da Rua Turiaçu.

O clássico entre Corinthians e Portuguesa, no Estádio do Pacaembu, precisou ser adiado. Durante o temporal, o número de chamados foi tão grande que os bombeiros encontraram dificuldades para atender toda a cidade.

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