Luziânia, Itumbiara, Porangatu, Goiás Velho, Palmeiras de Goiás, Goiânia e Anápolis relataram problemas

O governador de Goiás, Marconi Perillo, disse nesta quarta-feira que os prejuízos provocados pelas chuvas que atingem fortemente o Estado desde dezembro do ano passado chegam a R$ 31 milhões.

Segundo ele, pelo menos sete cidades notificaram problemas – Luziânia, Itumbiara, Porangatu, Goiás Velho, Palmeiras de Goiás, Goiânia e Anápolis.

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Perillo lembrou que apenas Luziânia decretou situação de emergência até o momento, mas que a expectativa do governo é que os outros seis municípios passem a integrar a lista ou decretem situação de calamidade pública.

Após participar de reunião com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, o governador avaliou que há “uma boa vontade enorme” por parte do governo federal em ajudar e que a liberação de recursos se dará “de maneira rápida”. “O ministro elencou uma série de áreas onde o ministério pode atuar. Vamos trabalhar com a Defesa Civil, a preparação de projetos, em conjunto com as prefeituras, para resolvermos problemas de encostas e de barragens”, explicou.

Perillo vai pedir ainda que a Defesa Civil faça um levantamento de áreas de risco em todo o estado, para que medidas de prevenção possam ser adotadas.

Luziânia

O prefeito de Luziânia, Célio da Silveira, que também participou da reunião, explicou que uma emenda parlamentar destinando R$ 9 milhões ao município foi aprovada no final do ano passado, mas que apenas R$ 2,4 milhões foram liberados e estão sendo destinados a obras de infraestrutura, como a canalização do córrego do Rio Vermelho.

Os moradores das áreas mais atingidas reclamam e dizem que a prefeitura não está auxiliando, como deveria, os que precisam de ajuda. Um deles, o aposentado Altair Câmara Gomes, está inconformado. Ele contou que, no dia 30 de novembro, o alagamento chegou a 1,5m, mas desta vez alcançou 2,70m. "O governo é culpado por tudo isso e por não cuidar do sistema de escoamento da cidade", disse ele.

Altair reclamou de ter perdido, pela segunda vez em menos de um mês, móveis e eletrodomésticos por causa dos alagamentos. “Eu perdi tudo o que eu tinha conseguido depois do primeiro alagamento. Agora, meus prejuízos chegam a R$ 60 mil. É muito triste.”

Nos meses de chuva, o Córrego Rio Vermelho apresenta índices elevados em suas margens. Segundo o Corpo de Bombeiros, os alagamentos nos meses de novembro e dezembro ocorreram devido à precariedade dos dutos pluviais, que são pequenos, e à falta de vazão para o escoamento da água.

Na Vila Mandu, os moradores têm medo de atravessar a ponte sobre o córrego, por temer o desmoronamento dela, que tem rachaduras em toda a sua extensão. No dia 30 de novembro, a menina Kamila Yasmin Rodrigues Menezes, de 12 anos, morreu afogada no Córrego Mandu, que corta o bairro de Santa Fé, depois de ser arrastada pela enxurrada por cerca de 2 quilômetros. Segundo moradores do bairro, o acidente ocorreu quando a menina tentou atravessar a rua, que estava alagada.

O prefeito de Luziânia, Célio da Silveira, que também participou da reunião, explicou que uma emenda parlamentar destinando R$ 9 milhões ao município foi aprovada no final do ano passado, mas que apenas R$ 2,4 milhões foram liberados e estão sendo destinados a obras de infraestrutura, como a canalização do córrego do Rio Vermelho.

Segundo ele, a cidade ainda precisa de duas pontes novas e de auxílio para as cerca de 15 famílias desabrigadas e para as que vivem em áreas de risco. “Queremos soluções definitivas para que chuvas como essa não provoquem tanto estrago no nosso município”, disse

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