Chuva causa estragos em rodovias do litoral norte de SP

As chuvas que têm atingido diariamente o Litoral Norte paulista continuam causando estragos nas estradas que ligam a região ao Vale do Paraíba, à São Paulo e à rodovia Rio-Santos, única que interliga Ilhabela, São Sebastião, Caraguatatuba e Ubatuba. A rodovia dos Tamoios (SP-99), principal ligação entre São José dos Campos e Caraguatatuba, é uma das mais prejudicadas.

Agência Estado |

Em quatro pontos da estrada, nos quilômetros 31, 33, 37 e 49, entre Jambeiro e Paraibuna, houve quedas de barreiras. Apesar de não ter provocado grandes congestionamentos, essas barreiras prejudicam o tráfego, comprometendo faixas auxiliares e acostamentos.

Segundo a Polícia Rodoviária Estadual, na rodovia Oswaldo Cruz (SP 125), que liga Ubatuba a Taubaté, o maior problema está no quilômetro 40, onde a ponte sobre o rio Paraitinga foi levada pelas águas da enchente que ocorreu no dia 2 de janeiro. O tráfego no local ainda é precário.

A Rio-Santos, única estrada que liga as quatro cidades do Litoral Norte, a rodovia Rio-Santos (SP-55), registra maiores problemas no trecho de São Sebastião, principalmente no quilômetro 116, próximo ao bairro da Enseada. Nesse local a pista está afundando, e a Defesa Civil e o Departamento de Estradas de Rodagem estão monitorando a situação permanentemente.

Na semana passada, o secretário de Transportes do Estado, Mauro Arce, vistoriou o local para verificar o andamento das obras de contenção que estão sendo realizadas, como o estaqueamento, que evitará a erosão. De acordo com o secretário, semanalmente serão feitos laudos e medições.

Obras emergenciais

O Secretário de Transportes de São Paulo, Mauro Arce, disse hoje que o Governo do Estado vai gastar mais de R$ 150 milhões em obras emergenciais para consertar as estradas que sofreram danos com as chuvas de janeiro. "Nunca nos últimos tempos tinha caído tanta barreira como nesse ano. São mais de 130 ocorrências", afirmou o secretário, citando números das estradas administradas pelo Governo do Estado, através do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo (DER) e do Desenvolvimento Rodoviário S.A (Dersa), e não por concessionárias.

Arce afirmou ainda que vai avaliar as ocorrências desse mês assim que terminar o período de chuvas. "Estamos fazendo investimentos grandes nas estradas. Terminada essa fase de chuvas, a gente vai dar uma reavaliada no que aconteceu. A gente tem isso catalogado e aí vamos ver se existe alguma coisa estrutural para ser feita", completando que é impossível proteger todas as encostas de 25 mil quilômetros de estradas, várias delas construídas com tecnologias adequadas em suas épocas, porém hoje ultrapassadas.

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