Chuva atípica eleva número de mosquitos em São Paulo

O ventilador e os inseticidas elétricos ligados a noite toda já não garantem o sono tranquilo do monitor escolar Frank Leite Lopes, de 36 anos. “Este ano está demais.

Agência Estado |

Nem repelente dá conta, por causa da quantidade de mosquitos”, afirma o morador de Santo Amaro, que reside perto do Rio Pinheiros. As recentes chuvas, com volume atípico nos meses de setembro e outubro, elevaram os níveis das represas e rios e produziram um efeito colateral para os moradores de bairros próximos dos Rios Pinheiros e Tietê e da Represa do Guarapiranga: a disseminação de mosquitos.

“A quantidade de chuvas propicia o aumento da população (de mosquitos) por disponibilizar um maior número de pontos de criação - lugares onde se acumula água”, explica o biólogo João Justi Junior, do Laboratório de Pragas Urbanas do Instituto Biológico da capital paulista. Em setembro, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou o acúmulo de 192 milímetros de chuva - volume 86% acima da média mensal, que é de 81 milímetros. Algo semelhante aconteceu no mês seguinte, quando se esperavam 124 milímetros e a precipitação alcançou 156 milímetros.

De acordo com o engenheiro agrônomo Sinval Silveira Neto, do Departamento de Entomologia da Escola Superior de Agricultura da Universidade de São Paulo (USP), os moradores só sentiram agora, em novembro, após a elevação da temperatura, o aumento na quantidade de mosquitos. O calor favorece a eclosão dos ovos depositados na água. “A temperatura baixa, que foi registrada nos dois meses anteriores, retardou a eclosão dos ovos e o ciclo da larva. Agora temos temperaturas altas e os mosquitos começam a nascer.”

O controle dos insetos cabe ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da Secretaria Municipal da Saúde. A pasta afirma que o Programa de Controle do Culex (pernilongo) é contínuo nos rios, represas e demais focos de reprodução do mosquito. A próxima pulverização da margem do Pinheiros está marcada para amanhã, entre o Cebolão e a Ponte do Jaguaré, no sentido Interlagos. A população ainda pode solicitar ações pelo 156 ou pelo site da Prefeitura. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE

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