Chuva alaga 12 bairros em Paraty; interior de São Paulo também sofre transtornos

Uma tromba dágua causou muitos transtornos na madrugada deste sábado na cidade de Paraty, no litoral fluminense. Segundo o Corpo de Bombeiros, 12 bairros tiveram boa parte de suas ruas tomadas pela água, principalmente em razão do transbordamento do rio Perequê-Açú.

Redação com Agência Estado |

"Entre desabrigados, ilhados e feridos tivemos 67 pessoas. Duas delas foram picadas por cobra. Por causa do transbordamento do rio, os animas saíram da área de vegetação e alguns invadiram as casas", relatou o major Carlos Roberto da Rocha Jr., subcomandante dos bombeiros de Paraty. Os doze bairros atingidos foram Ponte Branca, Ponte Nova, Portão de Ferro, Portão Vermelho, Portal, Condado, Cupê, Jabaquara, Chácara da Saudade, Chácara, Caborê e Princesa Izabel.

Duas escolas municipais estão sendo usadas pela Defesa Civil como abrigos provisórios por aqueles que tiveram de deixar suas casas ou simplesmente perderam o pouco que tinha dentro delas. "A chuva já deu uma trégua, mas há previsão de mais chuva segundo a meteorologia. Há o risco", completou o major.

A chuva começou às 19 horas de ontem, atingiu primeiro a região do alto da serra e só chegou à cidade por volta das 3h30 da madrugada deste sábado. Um muro desabou no bairro da Ponte Branca, causando a queda parcial de uma casa, mas sem deixar feridos. Como praticamente toda a cidade é envolta por área de preservação ambiental, não há moradores nos morros, portanto, áreas de risco não existem, segundo os bombeiros.

São Paulo

Uma forte chuva, que durou cerca de uma hora e meia, causou vários transtornos nesta manhã aos moradores da Estância Hidromineral de Águas de Lindoia, a 170 quilômetros da capital paulista. O Jardim dos Francos e Jardim Bela Vista, os dois maiores bairros da cidade, tiveram várias ruas tomadas pela água.

Minas Gerais

Em razão dos estragos causados pela chuva no dia 31 de dezembro, a Prefeitura de Belo Horizonte decretou situação de emergência nas áreas atingidas. O decreto foi assinado pelo prefeito Márcio Lacerda, está publicado no Diário Oficial do Município deste sábado e tem vigência de 90 dias.

As chuvas, com índice pluviométrico acima de 85 mm, provocaram o transbordamento do rio Arrudas e a inundação de parte da avenida Tereza Cristina, uma das principais avenidas que cortam a cidade. As famílias prejudicadas estão sendo cadastradas para receber ajuda. Muitas casas foram inundadas e algumas correm risco de desabar.

Parte da população atingida também poderá ser incluída em programas sociais. Apesar de Belo Horizonte ter decretado estado de emergência, dados da Defesa Civil Estadual apontam a capital mineira como um dos 35 municípios que apenas comunicaram problemas em decorrência das chuvas. Belo Horizonte não aparece na lista das 69 cidades que decretaram situação de emergência. Segundo a Defesa Civil, o balanço das chuvas até o momento em todo o estado é o seguinte: 8.006 desabrigados, 21.786 casas danificadas, 66.107 desalojados, 553 casas destruídas, 327 pessoas feridas e 25 mortas.

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