SÃO PAULO - A certificação de produtos chega às chupetas e bicos de mamadeiras. O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) está lançando um selo para identificar as marcas fabricadas de acordo com os padrões de qualidade.

Segundo as portarias 274 e 275 do Inmetro, os fabricantes têm até o dia 5 de fevereiro de 2009 para submeter os produtos a testes toxicológicos que mostrem que os itens atendem a requisitos de segurança.

O objetivo da certificação é mostrar que os produtos são livres de substâncias impróprias e também controlar a presença de nitrosamina, um composto químico usado em borrachas que traz risco de câncer, explica Ivete Boldrini, supervisora do Núcleo de Fiscalização de Produtos Certificados do Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP).

Somente o contato das pessoas com a nitrosamina não significa que elas desenvolverão a doença, mas, por ser um fator de risco, as autoridades lançam medidas preventivas por meio de normas como essa, explica Rui Dammenhain presidente do Instituto Brasileiro de Auditoria em Vigilância Sanitária (Inbravisa). Na hora das compras, é preciso evitar o comércio informal e observar se os rótulos trazem informações do fabricante para ele ser acionado em caso de problemas.

A professora do Departamento de Fonoaudiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Zelita Caldeira Ferreira Guedes recomenda que as mães não aumentem o furo dos bicos das mamadeiras para gerar mais fluxo de alimento e que as chupetas não sejam amarradas em fraldas. A saída de líquido facilitada nas mamadeiras e o peso das fraldas nas chupetas impedem e dificultam, respectivamente, a sucção, o que pode comprometer a formação dos dentes e até a fala, diz a professora.

Embora os fabricantes tenham um bom prazo para se adequar, o consumidor deve ficar atento. A partir do dia 6 de fevereiro começa a fiscalização. Os itens sem o selo serão apreendidos e o comerciante autuado, podendo receber multa que varia entre R$ 100 e R$ 50 mil, dobrando na reincidência, explica a supervisora do Ipem. Os consumidores devem procurar a marca do Inmetro e, se encontrarem produtos irregulares, devem denunciar. As informações são do "Jornal da Tarde".

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