Choque de gerações marca disputa por Melhor Filme em Cannes

PARIS ¿ O veterano francês Alain Resnais disputa com uma geração de cinquentões a Palma de Ouro de Melhor Filme no Festival de Cannes, cuja seleção oficial foi divulgada hoje, com grande participação asiática e uma amostra grátis de cinco minutos de cada atarção em seu site.

EFE |

Resnais, de 86 anos, compete por "Les Herbes folles", contra obras de Ang Lee ("Taking Woodstock"), Isabel Coixet ("Map of the sounds of Tokyo"), Lars von Trier, ("Antichrist") ,Pedro Almodóvar ("Los abraços rotos"), Quentin Tarantino ("Inglorious basterds") e Jane Campion ("Bright Star") -todos em torno dos 50 anos.

A seleção oficial da 62ª edição do Festival, anunciada hoje em Paris, mostra uma lista de filmes em competição dominada por europeus e asiáticos, com somente um americano, justamente "Inglorious basterds", de Tarantino.

A novidade deste ano é o "aperitivo" que o festival mostrará, com os cinco primeiros minutos de cada filme disponibilizados livremente em seu site (http://www.festival-cannes.com).

Os 20 títulos da mostra competitiva reúnem cineastas que já ganharam o prêmio de Melhor Festival no festival, como Ken Loach, que agora tenta repetir a façanha por "Looking for Eric", e Lars von Trier, que compete por "Antichrist" -também candidato a Melhor Filme.

Outra conhecida do tapete vermelho da cidade da Côte D'Azur, a neozelandesa Jane Campion (Palma de Ouro em 1992 por "O Piano") tenta vencer outra vez, agora por "Bright Star", filme sobre os amores do poeta romântico John Keats.

O austríaco Michael Haneke, vencedor do prêmio de Melhor Filme em 2001 por "O Pianista", também concorre a Melhor Diretor neste ano, por "Das Weisse Band", O outro concorrente é o veterano da nouvelle vague Alain Resnais, por "Les herbes folles" - mais também na lista de indicados a Melhor Filme.

Dos 20 filmes em competição, seis são da Ásia, continente que o diretor do festival, Gilles Jacob, mencionou na apresentação da seleção oficial como novo centro de criação e de recriação de tendências no cinema.

"Uma coisa está clara, o centro se desloca sem parar", disse Jacob, que deu como exemplo o renascer do cinema em preto em Seul -"se regenera no lirismo, no realismo ou no ressurgimento pequinês do espírito de Rossellini", acrescentou.

Cinema asiático com toque europeu é o que levará à competição este ano "Vengeance", de Johnnie To, rodado em Hong Kong -outra das misturas asiáticas apontadas por Jacob- e com o roqueiro francês Johnny Hallyday no elenco.

Outros representantes do Extremo Oriente que estarão na Croisette em maio são o sul-coreano Park Chan-Wook ("Bak-Jwi"), os taiuaneses Tsai Ming-Liang ("Visage") e Ang Lee -embora este radicado no Ocidente, até na temática, concorrendo pela Palma de Mlehor Filme, por "Taking Woodstock", comédia baseada no célebre festival de 1969.

Marco Bellochio, com "Vincere", Jacques Audiard, com "Un prohète", Xavier Giannoli ("A l'origine") e Gaspar Noe, que filmou no Japão (novamente, a Ásia) "Soudain le vide" completam a lista de candidatos europeus na disputa pelos prêmios.

Os outros filmes, de um total de 52, serão exibidos nas seções frequentes "Un certain régard (Um Certo Olhar)".

Fora também da competição, também há artistas consagrados, como o americano Terry Gilliam, ex-integrante do Monthy Python, com "The imaginarium of dr. Parnassus".

O festival será aberto no dia 13, com a estreia da animação "Up", produção dos estúdios Disney que pouco ou nada terá a ver com o filme que o encerrará, em 24 de maio: "Coco Chanel & Igor Stravinsky", de Jan Kounen.

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