Chique nos anos 50, Cine Marabá reabre em abril em SP

Era para ser um restauro rápido, coisa de três meses, quatro talvez, no máximo um semestre. Mas, como toda promessa de reforma em São Paulo, o projeto de revitalização do histórico Cine Marabá atrasou (e muito), à espera de todas as aprovações burocráticas na Prefeitura.

Agência Estado |

Depois de 20 meses totalmente fechado, o Marabá promete finalmente abrir as portas no mês que vem e reerguer a zona central da cidade.

O projeto serve para mostrar que a revitalização do centro só poderá existir por meio da cultura. Espero que seja um passo importante para a região retomar sua importância, diz o arquiteto Ruy Ohtake, que começou a esboçar a reforma do cinema para o grupo Playarte ainda em 1999. Inaugurado em 1945 com o filme Desde que Partiste , clássico com Shirley Temple e Claudete Colbert, no número 757 da Avenida Ipiranga, o Marabá teve de passar por uma enorme reformulação para abrigar o público atual dos multiplexes.

No lugar da sua gigantesca sala de 2.720 metros quadrados com 1.438 lugares, o local terá cinco salas com capacidades que variam de 120 a 450 pessoas. O problema do falta de vagas de estacionamento (e da falta de garagens subterrâneas, projeto da Prefeitura que está há seis anos no papel) será resolvido com um valet na porta. Já para não ferir os preceitos do tombamento, determinado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico de São Paulo (Conpresp), vários elementos arquitetônicos tiveram de ser preservados.

A fachada do Marabá no estilo eclético, com seus ornamentos rendilhados, foi um deles. O hall, com paredes revestidas com mármore de Carrara e colunas que alcançam até o mezanino, também foi totalmente restaurado. A fachada e o hall do Marabá são muito detalhados, delicados, então o restauro acabou demorando por ter sido feito de forma muito rigorosa, diz Ohtake. Nas décadas de 1950 e 1960, o Cine Marabá era um dos lugares mais chiques do centro, onde o uniforme obrigatório era black-tie e vestido longo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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