BRASÍLIA - O deputado Arlindo Chinaglia se emocionou nesta segunda-feira ao se despedir do cargo de presidente da Câmara, fazendo um balanço de sua gestão à frente da Mesa Diretora. Enquanto prestava homenagem aos deputados falecidos durante seu mandato, Chinaglia chorou e foi aplaudido pelos presentes.

Chinaglia adotou um tom pessoal também ao pedir desculpas aos deputados pela maneira como às vezes proferia suas decisões, se desculpou com os que se sentiram ofendidos ou que não obtiveram as relatorias dos projetos que pretendiam. " Tenho consciência de que alguns colegas ficaram magoados com a veemência com que respondi a algumas questões " , disse.

O presidente endureceu o discurso ao falar que foi necessário defender a soberania e independência da Câmara. Ele lembrou que foram enfrentadas situações nas quais as competências constitucionais do Parlamento foram ameaçadas. Sem citar casos, ele disse que sempre agiu dentro dos marcos legais. " Também recebi diversas reivindicações, da sociedade, do governo e da oposição, e minha atuação foi levar à análise dos deputados essas demandas " , ressaltou.

Chinaglia ressaltou que em 2007 foram realizadas 81 sessões ordinárias e 112 extraordinárias para votações. Em 2008, mesmo sendo um ano eleitoral, foram 60 sessões ordinárias e 102 extraordinárias para votações. Além disso, as comissões da Câmara, incluindo as comissões parlamentares de inquérito (CPIs), realizaram 3.333 reuniões, e ouviram mais de 5.256 pessoas.

O presidente também destacou a negociação da folha de pagamento dos servidores, que trouxe R$ 227 milhões anuais aos cofres da Câmara, e lembrou que R$ 74 milhões foram economizados em horas extras de parlamentares e servidores que deixaram de ser necessárias. " Somente essas duas operações pagam os salários de todos os deputados nesses dois anos, ou pagam as obras que serão necessárias para a expansão dos anexos da Câmara " , notou.

O discurso de Chinaglia foi feito durante a sessão preparatória para instalação da sessão legislativa.

(Agência Câmara)

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