Chinaglia rebate crítica a aumento de verba de gabinete

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), reagiu hoje às críticas ao aumento da verba de gabinete de R$ 50.815,62 para R$ 60 mil por mês, afirmando que se constituem em platéia fácil e holofote fácil.

Agência Estado |

A verba é usada por cada deputado para contratar, por sua livre escolha e sem concurso público, de cinco a 25 assessores de gabinete que tanto podem trabalhar nas dependências da Casa quanto nos Estados de origem do parlamentar.

Chinaglia defendeu o aumento, lembrando que estava repondo a inflação dos últimos três anos, quando houve o último reajuste, e acrescentando um aumento real de 2,9%. "Os que criticaram deveriam dizer que são contra a reposição de perdas salariais para os trabalhadores que exercem a função nos gabinetes dos deputados e aqueles que labutam no dia-a-dia", afirmou. "Aqueles que buscam muitas vezes a platéia fácil sempre colocam o Congresso Nacional no centro da crítica e aquilo que é apenas a reposição de perdas, o que é normal na vida, vira um fato fora da normalidade. Trato isso como da normalidade administrativa".

Na Câmara, apenas o PSOL criticou o aumento. "Cada vez mais o Parlamento se afasta de sua tarefa de representar dignamente a população brasileira. É inaceitável que a Câmara, que já tem gastos elevados, promova um ato dessa natureza", afirmou a líder da bancada, Luciana Genro (RS). O deputado Chico Alencar (RJ) também reclamou e lembrou que o aumento estava sendo concedido em pleno ano eleitoral, quando vários deputados estarão empenhados em campanhas nos municípios.

Chinaglia comentou a publicação de reportagem no site Contas Abertas na qual se afirma que cada deputado federal custa R$ 1,4 milhão por ano. "Gostaria de saber quem financia e que apresentasse as comparações, dado que outros de maneira esperta já apresentaram as comparações dos gastos do Congresso, mas não dizem que em outras Câmaras, outros Congressos, não pagam a aposentadoria e aí acaba se comparando melancia com abacaxi", afirmou.

"Se alguém estiver defendendo a demissão em massa dos servidores, deveria fazê-lo também às claras. Das duas uma: ou você demite para fazer economia ou você não reconhece perdas para fazer uma suposta economia. E, finalmente, é preciso considerar se num país democrático deve ou não haver Congresso. Às vezes eu tenho impressão de que estes que gostam do holofote fácil, da notícia fácil, na falta do trabalho da pesquisa, muitas vezes escolhem atacar o Congresso, que é um elemento vital da democracia em qualquer país democrático do mundo", concluiu o presidente da Câmara.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG