BRASÍLIA - O presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou nesta terça-feira que irá esperar explicações do ministro da Justiça, Tarso Genro, sobre filmagens de policiais federais na Casa antes de tomar ¿providências¿. A fala de Chinaglia foi uma referência à investigação da participação de deputados e assessores em um esquema de desvios recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).


Quero, por meio de documentos oficiais da Câmara e do Ministério da Justiça, que as explicações venham. A partir daí tomaremos as providências, afirmou Arlindo Chinaglia, que nesta segunda-feira enviou mensagem oficial ao ministro Tarso Genro pedindo informações sobre objetivos e procedimentos da PF na Câmara.

Apesar de ainda não cogitar medidas judiciais ou políticas contra o Ministério da Justiça ou a Polícia Federal (PF), o presidente da Câmara mostrou ainda estar indignado com as gravações feitas por agentes nos corredores e gabinetes da Casa na Operação Santa Teresa.

Ele usou termos duros como acinte para definir a operação na Casa que preside, e acrescentou que a PF poderia ter pedido auxílio à polícia da Câmara para realizar as apurações. 

Imagine se um policial federal entrasse no Supremo Tribunal Federal e começasse a fotografar e filmar... seria um acinte, em qualquer tribunal e no Congresso Nacional, reclamou.

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