BRASÍLIA - O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), garantiu na tarde desta quarta-feira apoio à candidatura do deputado Michel Temer (PMDB-SP) à presidência da Casa. Um acordo entre os dois partidos foi firmado para a eleição do petista no ano passado. A moeda de troca seria a eleição de um peemedebista no início de 2009.

"Acredito, espero e vou trabalhar para elegermos o deputado Michel Temer. Vamos constituir uma coordenação de campanha para nós trabalharmos e fazer um planejamento com a convicção de ampliarmos os apoios ao Michel Temer. Vamos trabalhar para conseguir nossa vitória", disse. 

Apesar de manifestar o apoio, Chinaglia, em momento nenhum, falou em nome de seu partido, o PT, principal fiador do acordo que pode eleger Temer à presidência da Câmara. 

Com o lançamento da candidatura peemedebista na Câmara, o PT do Senado vai reivindicar a presidência da casa revisora, que atualmente está nas mãos de Garibaldi Alves (PMDB-RN). O nome mais cotado é o do senador Tião Viana (PT-AC), mas ele encontra resistência por parte do próprio PMDB. A impossibilidade de somente uma sigla ocupar a presidência das duas casas é parte do acordo entre as duas legendas.

Unidade

Apesar do discurso de unidade durante o lançamento da candidatura do deputado Michel Temer para a presidência da Câmara, algumas questões ainda não resolvidas atrapalham a harmonia entre a facção do PMDB na Câmara e a no Senado. 

A principal delas envolve a presidência da legenda. Michel Temer é o atual presidente nacional do partido, posto cobiçado por alguns senadores peemedebistas. Em um quadro com Temer presidente da Câmara e um petista na cadeira do Senado, o PMDB do Senado reivindicará a presidência do partido. Essa discussão ganha força dentro da legenda.

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