O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou hoje que vai exigir a identificação do policial federal que investigou e espionou nas dependências da instituição parlamentares supostamente envolvidos no esquema de desvio de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES). Para Chinaglia, a Polícia Federal (PF) desrespeitou a Câmara ao espionar o lobista João Pedro de Moura, inclusive no instante em que ele teria deixado o gabinete do líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN).

Em sua avaliação, a atitude da PF foi "inadmissível".

"Já determinei investigação imediata. Vamos exigir a identificação do araponga", afirmou Chinaglia, no plenário da Casa. "Minha reação é que agrediram o Poder Legislativo ao entrarem na Câmara sem se identificar." Segundo ele, a PF não pediu autorização à direção da Câmara para filmar e fotografar o lobista nem fazer qualquer tipo de investigação nas dependências da Casa. Chinaglia pretende reunir amanhã a Mesa Diretora para decidir que atitude tomar em relação ao episódio. "No mínimo, manifestaremos nosso desagrado ao Ministério da Justiça", afirmou.

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