Chinaglia deixa para próxima Mesa definição sobre plano de saúde e gratificação

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que caberá à próxima Mesa-Diretora da Casa definir como o plano de saúde dos servidores vai ser gerido. Também vai ser de responsabilidade dos próximos eleitos deliberar sobre o eventual pagamento de um adicional para funcionários que possuam especialização acadêmica ou ocupem cargos de chefia.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |


De acordo com ele, na reunião da Mesa do último dia 7 deu-se o aval para que o Sindicato dos servidores do Legislativo (Sindilegis) apresentasse estudo sobre a migração do atual plano de saúde dos servidores para um plano privado. Como a categoria não apresentou proposta e se mostrou dividida, a decisão foi sustada nesta manhã.

Outra decisão que foi revogada diz respeito ao adicional de especialização, que custaria cerca de R$ 48 milhões ao ano para os cofres públicos. Chinaglia disse que, logo após o anúncio da regulamentação da Lei que prevê o benefício, o Sindicato dos Consultores Legislativos avisou que ia ingressar na justiça pedindo o pagamento de valores retroativos a janeiro de 2007.

"Vimos que a entidade não queria limites. Por isso, colocamos um basta e suspendemos a decisão. A regulamentação fica agora para a próxima Mesa-Diretora ou ainda para a depois dela", disse.

Em relação ao plano de saúde, o presidente disse que é preciso fazer um diagnóstico mais amplo do sistema. Atualmente, a Caixa Econômica é a responsável pela gestão do programa dos servidores, chamado de Pró-Saúde.

O valor total gasto com o Pró-Saúde é de cerca de R$ 80 milhões anuais, sendo que R$ 43 milhões são provenientes dos cofres da Câmara. No último dia 7, quando a Mesa autorizou que o Sindilegis passasse a ser o gestor do plano de saúde para os servidores, a ideia era agregar o benefício a cerca de 12 mil servidores comissionados, que não disfrutam de plano subsidiado pela Câmara.

Porém, na reunião, o presidente da entidade, Magno Mello, tentou direcionar os recursos para a Amil. Chegou até mesmo a levar um representante da empresa para a reunião da Mesa-Diretora.

Como os atuais beneficiários do Pró-Saúde também teriam de migrar para a Amil, uma assembleia geral do Sindilegis foi convocada para esta tarde. Nela, cerca de 500 servidores rechaçaram a mudança de plano de saúde e pediram a renúncia de Mello da presidência do Sindicato.

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