Até o começo da noite o plenário da Câmara dos Deputados não conseguiu votar nenhuma das cinco medidas provisórias que estão trancando a pauta. O presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), já convocou sessão extraordinária para esta noite para tentar votar pelo menos a primeira, a MP que adia para 1º de janeiro de 2009 a vigência das novas regras de tributação para os produtores regionais de refrigerantes.

Durante todo o dia, Chinaglia tentou um acordo entre governo e oposição para que as votações fluíssem sem obstrução. O governo não aceita retirar o regime de urgência de votação do projeto que cria o Fundo Soberano do Brasil (FSB), condição que os partidos de oposição, PSDB, DEM e PPS, exigem para não obstruírem a sessão.

Com a manutenção do impasse, Chinaglia fez mais uma tentativa durante a sessão, assumindo o compromisso de colocar o projeto do fundo em votação, após a medida provisória 442, a que permite ao Banco Central socorrer os bancos, usando de sua prerrogativa como presidente da Casa. Mesmo assim, o líder do governo Henrique Fontana (PT-RS) não aceitou retirar o regime de urgência do projeto.

Chinaglia fez um alerta aos deputados avisando que só faltam 10 semanas até o final do ano legislativo e, nesse ritmo, será impossível votar projetos importantes e de interesse dos parlamentares.

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