Pequim, 26 fev (EFE).- O Governo chinês reagiu hoje de forma dura ao leilão de duas peças de bronze chinesas na França pertencentes à coleção privada de Yves Saint Laurent e Pierre Bergé, e qualificou a venda de ilegal.

As autoridades de Pequim advertiram também que a casa de leilões Christie's, organizadora do evento, terá problemas para continuar suas operações na China de agora em diante.

"Condenamos o leilão, que é ilegal. A Christie's assumirá toda a responsabilidade por essa ação e seus resultados", advertiu em comunicado a Administração Estatal de Patrimônio Cultural.

Segundo o órgão estatal chinês, o fato "terá uma grave influência para o desenvolvimento da empresa na China".

A China tentou durante semanas evitar o leilão dessas duas peças, uma cabeça de coelho e outra de rato, que foram roubadas durante a destruição e saque do Antigo Palácio de Verão de Pequim, em 1860.

O comunicado da administração chinesa, publicado em seu site oficial, explica que seus responsáveis se reuniram nos últimos dias com representantes da Christie's para tratar de deter o leilão, "mas mesmo assim a companhia decidiu continuar".

Pequim afirma que a atitude da Christie "abala os sentimentos do povo chinês" e não respeita os direitos históricos da China sobre esses bens culturais.

As peças foram vendidas na última quarta-feira por US$ 35 milhões e ambas faziam parte dos muitos bens leiloados no que foi chamado de "o leilão do século" pela grande quantidade de objetos negociados e seu alto valor. EFE abc/rr

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