China quer resgatar navio da dinastia Ming naufragado há 400 anos

Pequim, 11 mar (EFE).- Uma equipe de arqueólogos chineses planeja recuperar os restos de um navio mercante pertencente à dinastia Ming que afundou no litoral de Cantão há mais de 400 anos, informou hoje a Administração Estatal de Heranças Culturais (SACH, na sigla em inglês).

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O navio, de dez metros de comprimento, foi descoberto em 2007 por um pescador local e está parcialmente enterrado no fundo do mar, a uma distância de 5,6 milhas náuticas (mais de 10 quilômetros) da cidade de Shantou, na região de Cantão.

Por enquanto já foram recuperadas 200 peças de porcelana de seu interior, mas calcula-se que a embarcação transportava cerca dez mil quando afundou.

A maioria delas data do reinado do imperador Wanli da dinastia Ming, entre 1573 e 1620, embora tenham sido achadas também peças mais antigas, até do século X.

Cui Yong, membro do Instituto Provincial de Arqueologia de Cantão, explicou que o navio era provavelmente um veleiro comercial que transportava objetos de artesãos locais.

"É um achado muito interessante, já que o imperador Wanli impôs uma proibição ao comércio marítimo durante seu poder. A recuperação do navio ajudará a saber mais sobre o comércio da época", comentou.

As autoridades decidiram resgatar o material após dois anos de patrulhas ininterruptas na área onde a embarcação está naufragada para afugentar os caçadores de tesouro. EFE gmp/rr

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