Chile pode habilitar mais frigoríficos brasileiros

Os frigoríficos brasileiros conseguiram do governo chileno o compromisso de que nos próximos dois meses será enviada ao Brasil uma missão técnica para vistoriar e liberar um número maior de plantas industriais. Atualmente, oito empresas, com 16 unidades certificadas, estão autorizadas a exportar para o mercado chileno.

Agência Estado |

"A ideia é habilitar pelo menos as 41 plantas que existiam em 2005, antes do embargo chileno por conta dos casos de febre aftosa", disse Otavio Cançado, diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Além do compromisso de certificar um número maior de frigoríficos, representantes do governo chileno pretendem passar por Mato Grosso do Sul, Estado que ainda não está habilitado a exportar para o país. A reivindicação foi feita pela secretaria de Produção, Comércio e Indústria do Estado, Tereza Cristina Correa da Costa Dias, que participou do evento realizado ontem, em Santiago, para promover a carne brasileira para importadores e o governo chileno. Mato Grosso do Sul é o único Estado não habilitado a exportar ao Chile, mesmo tendo o mesmo status de outros Estados que foram liberados.

De acordo com Cançado, o evento contou com a participação de 99% dos importadores de carne bovina no Chile e de representantes dos órgãos de defesa sanitária do país. "Para nós, ficou claro que ele (chilenos) querem comprar nossa carne e que havia uma falta de informação. Os importadores presentes queriam saber se, de fato, as vendas estavam liberadas e os negócios poderiam ser retomados", disse Cançado. Para ele, o resultado efetivo do evento traduzido em negócios deverá ser sentido entre agosto e setembro.

O aumento nos preços da carne bovina no mercado interno do Chile nos últimos anos também fez com que os frigoríficos brasileiros saíssem de Santiago com a abertura do mercado para dois tipos de produtos, que não estavam autorizados. A partir de agora, as indústrias nacionais poderão vender para aquele país hambúrguer e retalhos, que são pedaços de carne retirados dos ossos de forma mecânica. "A partir de agora cada empresa que já está autorizada terá que fazer seu papel. O mercado está aberto, os importadores demonstraram interesse em comprar nossa carne e temos condições de concorrer", disse Cançado.

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