SANTIAGO (Reuters) - A polícia chilena investigava na quarta-feira a explosão de uma bomba caseira na frente da Embaixada do Brasil em Santiago. A detonação do artefato provocou somente alguns danos materiais e, por enquanto, nenhum grupo ou pessoa reivindicou a autoria da ação.

Nas primeiras horas da quarta-feira, uma bomba atingiu o prédio da delegação diplomática brasileira, localizado na região central da capital chilena, deixando janelas quebradas e muros danificados.

'Esse artefato explosivo é um artefato feito com pólvora negra colocada dentro de um tubo metálico ao qual se prendeu um pavio de combustão lenta. Ele não provocou nenhum tipo de dano.

Apesar disso, realizaremos as investigações pertinentes', afirmou a jornalistas o subsecretário chileno do Interior, Felipe Harboe.

O embaixador do Brasil em Santiago, Mario Vilalva, disse ter ficado surpreso com o ataque, o qual, segundo informações dele, não foi antecedido por nenhum tipo de ameaça. Vilalva acrescentou ainda que câmeras de segurança do prédio registraram o ocorrido.

'Pode-se ver que houve uma pessoa encapuzada que chegou perto da grade da embaixada e tirou do bolso o que seria o artefato explosivo. Esse foi detonado cinco minutos mais tarde.

Depois a pessoa sai e há um veículo à espera dela', afirmou o embaixador.

A polícia já analisa as imagens gravadas pelas câmeras de segurança, afirmou Harboe.

Policiais disseram que, nas imediações da embaixada brasileira, não foram encontrados panfletos, pichações ou outros elementos que pudessem ajudar a descobrir a identidade dos autores daquela ação.

'Tampouco houve, depois, uma reivindicação de autoria', afirmou Vilalva.

(Reportagem de Antonio de la Jara e Mónica Vargas. Com colaboração de Eduardo Simões em São Paulo e Bianca Frigiani em Santiago)

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