Cheia do Rio Negro é a maior da história

BRASÍLIA - O nível do Rio Negro alcançou nesta quinta-feira uma marca histórica: 29,71 metros. De ontem para hoje, o nível do rio aumentou dois centímetros. O recorde anterior era de 29,69 metros, registrado em 1953.

Redação com Agência Brasil |

Segundo o engenheiro Daniel Oliveira, do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), essa é a maior cheia registrada desde 1902, quando o nível das águas começou a ser monitorado.

A cheia, explicou Daniel, está sendo causada principalmente pelo represamento da água do Rio Negro pelo Solimões. No encontro das águas do Solimões com o Negro, o volume do Solimões é maior e não permite que o Negro vaze.

AE
Nível do rio Negro quando atingiu a marca histórica nesta quarta-feira

O volume das águas do Rio Solimões é de 103 mil metros por segundo, enquanto que o do Negro é de 28 mil.

De acordo com a Defesa Civil de Manaus, 11 bairros da cidade sofreram com os alagamentos. Entre eles, está o centro da cidade que teve parte de uma das centenárias e mais movimentadas avenidas, a Eduardo Ribeiro, interditada.

O trânsito também foi fechado no trecho próximo à alfândega e mais de 10 mil metros de ponte de madeira foram construídos pela Defesa Civil para permitir a circulação de pedestres, segundo a Defesa Civil. O tráfego também sofreu alterações em outras áreas.

Em toda a capital amazonense, mais de 4 mil famílias foram atingidas pela cheia do rio. Os bairros mais afetados são Raimundo e Glória ¿ na zona oeste ¿ e Raiz, na zona sul. Segundo a prefeitura, muitos moradores se recusam a deixar as residências inundadas principalmente porque temem perder a chance de participar do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim).

O programa é feito pelo governo do Amazonas desde 2003 e promove a retirada coordenada das famílias que vivem à beira dos igarapés. Cada uma dessas famílias pode optar em receber uma indenização para compra de outro imóvel ou mudar conjuntos habitacionais construídos exclusivamente para essas pessoas.

A Defesa Civil informou, entretanto, que as famílias não devem ter essa preocupação, considerando a situação de emergência.

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