Chegam ao Rio primeiros médicos para reforçar combate à dengue

RIO DE JANEIRO - Chegaram neste domingo ao Rio de Janeiro nove médicos que vão ajudar no atendimento a pacientes com dengue na cidade. Dois deles vieram do Amazonas e outros sete de Mato Grosso do Sul, onde a capital, Campo Grande, passou por uma epidemia de dengue em 2007.

Agência Brasil |

De acordo com a assessoria de imprensa do governo fluminense, uma equipe com cerca de 18 médicos gaúchos deve chegar ainda hoje. Nesta segunda-feira, seis médicos de Pernambuco e um especialista do Amapá também vêm reforçar o combate à dengue.

Os médicos devem integrar equipes nas tendas de hidratação, montadas para tratar dos pacientes que já passaram por hospitais. Há possibilidade também de atenderem nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), reforçando a pediatria.

Os governos de Minas Gerais e São Paulo também ofereceram médicos. Uma equipe com 32 profissionais, segundo o governo de São Paulo, também deve chegar nesta segunda-feira. Em Minas, 15 especialistas estão disponíveis, sem data prevista para chegada.

Caso suspeito

Mais um adolescente foi enterrado, neste domingo, com suspeita de morte por dengue hemorrágica. Danilo Romano de Souza, de 14 anos, foi ao Hospital Pedro II, em Santa Cruz, na zona oeste, por causa de uma fissura no pé, mas já sentia sintomas da dengue, como febre, dores de cabeça e no corpo. O médico receitou um antiinflamatório para o pé, o que teria agravado o estado do menino, que morreu na noite de sábado.

"Meu pai já estava desconfiado e pediu o exame de sangue, mas os médicos afastaram a possibilidade de dengue. Ninguém nos orientou a voltar ao hospital e repetir os exames. Depois de cinco dias com dores, meu irmão entrou em choque e teve uma parada cardiorrespiratória. Antes, ele ficou quatro horas sentado num banco de cimento do hospital, recebendo soro", contou Daniel Romano de Souza, de 25 anos.

De acordo com Maurício Ezequiel de Souza, de 47 anos, pai do estudante, o médico plantonista que atendeu Danilo na madrugada de sábado disse que o estado de saúde do menino foi agravado pelo antiinflamatório. "Com certeza falharam com meu filho. O médico chegou a perguntar quem tinha receitado o Cataflan. Ele disse que era um absurdo receitar esse medicamento numa epidemia de dengue", contou Souza. "Vou processar o governo do Estado para que outras crianças não morram por descaso", afirmou. ( Leia mais )

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