CATANDUVA - A chegada dos primeiros suspeitos de pedofilia à Câmara Municipal de Catanduva (SP) causou tumulto na tarde desta quinta-feira. Parentes de supostas vítimas de abusos sexuais e outras pessoas que estavam nas proximidades do local tentaram agredir os acusados, que chegaram sob escolta policial.

Está previsto para esta tarde, durante a segunda sessão da audiência pública que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia realiza na cidade, o depoimento de oito suspeitos.

O primeiro acusado, um jovem de 19 anos que está preso provisoriamente na cidade,  alegou inocência e compareceu à audiência acompanhado de seu advogado, afirmando que é vítima de uma confusão. Acho a pedofilia um crime. Todos os culpados têm que pagar, afirmou aos senadores. Mas os inocentes tem que ser liberados, e logo, disse.

O presidente da CPI, senador Magno Malta (PR-ES), afirmou que o jovem foi reconhecido por duas das cerca de 40 crianças vítimas de abusos sexuais. Entretanto, o suspeito afirmou que nunca cometeu ato de pedofilia e que foi confundido por causa de uma foto publicada em um site de relacionamento. Na foto, o jovem aparece ao lado de outra pessoa que está entre os investigados.

Ele afirmou ser amigo do suspeito que aparece na foto há sete anos. Contudo, disse que nunca desconfiou de qualquer comportamento de seu amigo. Não posso afirmar que ele é inocente. Mas, como eu estou aqui sem ter feito nada, ele também pode ser inocente."

Erro de delegada

A CPI vai pedir investigação sobre um erro que teria sido cometido durante as investigações por uma das delegada de Catanduva , Rosana da Silva Vani. Ela disse ter avisado ao advogado de defesa de um dos suspeitos que a polícia faria uma diligência na casa dele, em busca de provas que poderiam ligá-lo à suposta rede de pedofilia da cidade.

A delegada confirmou que, quando chegou à casa do suspeito, minutos após falar com seu advogado, não encontrou a CPU no local, a parte do computador que poderia conter provas de pedofilia.

Segunda sessão

A segunda sessão da audiência pública da CPI da Pedofilia começou às 10h50, após uma hora e vinte minutos de atraso. O presidente da CPI, o senador Magno Malta (PR-ES), abriu os trabalhos e convidou uma das mães de supostas vítimas para prestar depoimento.

A audiência pública em Catanduva termina nesta sexta-feira, com oitivas reservadas das crianças supostamente vítimas da rede de pedofilia que atua na cidade. Segundo o senador Malta, pelo menos 40 crianças sofreram abusos por integrantes do esquema.

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