Chega a 90 o número de cidades em situação de emergência no Rio Grande do Sul

PORTO ALEGRE ¿ Já chega a 90 os municípios que decretaram situação de emergência no Rio Grande do Sul devido às chuvas, conforme o último boletim da Defesa Civil Estadual, divulgado nesta segunda-feira. Desde a noite de domingo, voltou a chover em algumas cidades e novos estragos ocorreram.

Lecticia Maggi, iG São Paulo |

Em Santana do Livramento, no sudeste do Estado, a Defesa Civil municipal identificou sete casas destelhadas e algumas árvores caídas em razão dos fortes ventos da noite de domingo.

O fornecimento de energia elétrica também ficou prejudicado no Estado. Na área da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), que abastece um terço dos municípios do Estado, 4 mil seguem sem energia na tarde desta segunda-feira.

A Rio Grande Energia informa que em sua área há outros 30 mil sem luz, sendo que os municípios mais atingidos são Santo Cristo, Três Passos e Crissiumal. Já na área da distribuidora AES Sul, 19 mil pessoas estão com o serviço interrompido, principalmente, em São Borja, onde o vento derrubou três estruturas de uma linha de transmissão.

Enchente causada pelas fortes chuvas dos últimos dias em São Gabriel, Rio Grande do Sul    Alagamentos nos últimos dias na cidade de São Gabriel

Os últimos municípios que decretaram situação de emergência foram: Guarani das Missões, São Francisco de Assis, Roque Gonzales e Cristal do Sul. O boletim desta segunda-feira mostra que ainda há 16.274 desalojados no Estado, dos quais 5.052 estão desabrigados (precisam de abrigos da Prefeitura).

Segundo o capitão Alexsandro Goi, apesar do aumento das cidades em emergência, em muitas delas os rios já estão baixando e as famílias voltando para a casa. O momento é de reconstrução, considera.

O capitão explica que o aumento do número de cidades em emergência acontece porque essa é uma forma de capitalizar recursos junto ao governo federal para ajudar na recuperação do que foi perdido. No primeiro momento, pensamos em salvar as pessoas que estavam morrendo, tirá-las de suas casas. O decreto é a parte mais burocrática, que fazemos agora porque temos tempo de calcular os prejuízos, afirma.

No decreto, a Defesa Civil municipal precisa comprovar, com dados e fotos, as perdas que a cidade teve. O documento passa pela Defesa Civil Estadual, pelo governo e, se receber parecer favorável dos dois, segue para a Secretaria Nacional de Defesa Civil em Brasília. Sabemos que vão ser necessários bilhões de reais para a reconstrução, considera o capitão.

No sábado, após uma reunião entre a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, ficou acertado o envio de R$ 162 milhões para o atendimento imediato às vitimas das enchentes. Do valor anunciado, R$ 100 milhões serão repassados à Defesa Civil, R$ 50 milhões à Saúde e R$ 12 milhões à Educação.

De acordo com a Defesa Civil, entre os municípios mais atingidos estão Três de Maio, Quaraí, Rosário do Sul e Alegrete. Em Quaraí, ocorreram diversos destelhamentos, com danos a escolas e residências.

Em Alegrete, a Defesa Civil distribuiu três toneladas de arroz às comunidades necessitadas. Outras 12 toneladas do alimento devem ser entregues às regiões de Quaraí, Três de Maio, Dom Pedrito e Rosário do Sul, segundo o órgão.

*Com informações da Agência Estado

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