Chega a 46 o número de mortos devido às chuvas no Nordeste

Mais um corpo é localizado em Pernambuco, elevando para 17 o número de vítimas no Estado

iG São Paulo |

A Defesa Civil de Pernambuco confirmou nesta quinta-feira que mais um corpo de uma das vítimas das enchentes no Estado foi localizado. Até o momento, 17 mortes foram confirmadas em Pernambuco e outras 29 em Alagoas, chegando a 45 o número de vítimas das chuvas.

O último corpo localizado, conforme a Defesa Civil de Pernambuco, foi encontrado no município de Barreiros. A vítima ainda não foi identificada. O levantamento realizado pelos municípios aponta que pelo menos 11.407 casas foram danificadas pelas chuvas, além de 2.103 kms de estrada e 79 pontes. O Estado contabiliza 26.797 desabrigados - que perderam tudo e precisam contar com a ajuda do governo - e outros 53.518 desalojados - morando temporariamente na casa de parentes e amigos.

Já chegam a nove as cidades em estado de calamidade pública. São elas: Água Preta, Barra de Guabiraba, Barreiros, Correntes, Cortês, Jaqueira, Palmares, São Benedito do Sul e Vitória de Santo Antão.

Cenário de Guerra

O coronel do Corpo de Bombeiros de Pernambuco Valdir de Oliveira, que participa do resgate às vitimas, conversou com o iG e disse que a sensação é de que passou um terremoto pela região .  “As cenas que você vê são iguais àquelas do Haiti na TV”, afirma, em referência ao terremoto de 7 graus na escala Ricther que provocou a morte de mais de 200 mil pessoas e desvatou o País mais pobre das Américas em 12 de janeiro deste ano.

Alagoas

Em Alagoas, onde o transbordamento do rio Mundaú devastou cidades da zona da mata, foram encontrados 29 corpos e a Defesa Civil afirma que ainda há pelo menos 600 pessoas desaparecidas. O prefeito de União dos Palmares, Areski Freitas (PTB), estima que cerca de 30 pessoas estejam mortas . O município é um dos mais atingidos pelas enchentes e tem pelo menos 10 mil pessoas abrigadas em escolas.

Branquinha foi outra cidade devastada pela força das águas. As imagens de prédios no chão ou prestes a desmoronar lembram o cenário deixado por bombardeios ou furacões. A estrada de ferro também ajuda a demonstrar a fúria do rio Mundaú quando transborda: as águas arrancaram os trilhos do chão e retorceram o metal como se fosse plástico. ( Veja aqui imagens de antes e depois das chuvas na cidade )

Segundo o professor de mestrado em Recursos Hidrídicos da Universidade Federal de Alagoas (UFA) valmir Albuquerque Pedrosa, as enchentes no rio Mundaú são recorrentes . No entanto, sempre com intensidades menores. " A população já está acostumada a ver água dentro de casa, só não que ela leve a casa”, afirma. Pedrosa afirma que, se nada for feito, a inundação deve se repetir em breve. Além de obras para contenção, ele diz que [e preciso mudança no uso e ocupação do solo e que o governo não permita mais a construção de casas em áreas ribeiras. “Têm famílias que moram praticamente dentro da água, com metade da casa pendurada no rio. Agora, as casas devem ser reerguidas, mas em outros locais”.

* Com informações da Agência Estado e da BBC Brasil

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