SÃO PAULO - Equipes de resgate encontraram 45 corpos após o acidente do rio Solimões, local do naufrágio de um barco no fim de semana, e as buscam ainda vão prosseguir durante a noite, informou o Corpo de Bombeiros do Amazonas na quarta-feira. Onze mortos foram encontrados nesta quarta. Das vítimas fatais, 25 são homens, 19 mulheres e uma é criança.

EFE/Alberto César
Buscas prossegem durante a madrugada
Segunda a assessoria de comunicação dos bombeiros, a Secretaria de Assistência Social de Manacapuru, cidade próxima ao local do naufrágio, divulgou uma lista com 20 a 25 pessoas que ainda estariam desaparecidas, de acordo com parentes.

'O número de desaparecidos a gente não sabe ao certo, porque não tinha lista', disse o assessor à Reuters por telefone.

'As buscas vão continuar mesmo durante a noite. O trabalho na noite passada foi prejudicado por causa da chuva', afirmou ele, acrescentando que os bombeiros estão divididos em 5 equipes com 8 funcionários cada uma.

Inicialmente, acreditava-se que a maioria dos passageiros, que regressavam de uma festa no interior do Estado do Amazonas, tivesse morrido. No entanto, vários sobreviventes surgiram.

O barco, que afundou no domingo, não atendia às regulamentações e operava de forma ilegal, segundo a Marinha.

De acordo com relatos de sobreviventes aos bombeiros, 110 pessoas estariam a bordo.

Estimativas

Washington Régis afirmou na terça-feira que o número de mortos no naufrágio do barco Comandante Sales 2008 pode passar de 50. De acordo com Régis, após o cruzamento de dados colhidos pelo serviço social da prefeitura com informações da Polícia Civil, chegou-se à conclusão que ainda há pelo menos 20 desaparecidos.

O acidente

O acidente com o barco Comandante Sales ocorreu por volta de 5h30 da manhã de domingo. Os passageiros da embarcação retornavam de uma festa realizada na comunidade "Pesqueiro", em frente à cidade de Manacapuru, do outro lado do rio Solimões.

O Corpo de Bombeiros informou ainda que 15 mergulhadores e mais 40 homens da corporação participaram do primeiro dia da operação de resgate das vítimas. Pelas condições do rio, o trabalho pode durar mais dois dias, de acordo com o sargento Marimar.

'O rio é largo e turvo, o que dificulta as operações, que podem se estender por mais dois ou três dias pelo menos', disse.


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"O barco estava vindo de uma comunidade do interior com destino a Manacapuru. Em certas épocas, eles vão ao interior para as festas, e na hora de voltar se amontoam todos em qualquer barco que aparece, que costumam não registrar as pessoas que entram", afirmou à Reuters por telefone o sargento Marimar.

Esse é o segundo naufrágio em rios amazônicos neste ano. Em fevereiro, a embarcação Almirante Monteiro  afundou após o choque com a balsa Carlos Eduardo, que transportava combustíveis e se deslocava para o município de Itacoatiara, a cerca de 170 quilômetros de Manaus.

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