Chefes se afastam do Senado para não demitir parentes

Cerca de 10 diretores e chefes de gabinete do Senado optaram em abandonar os cobiçados postos para manter parentes empregados em cargos comissionados do Senado. A estratégia vem sendo adotada desde o início do mês, mas só hoje foi oficializada com a publicação no Boletim de Pessoal da Casa de parte do levantamento sobre servidores efetivos que ocupam cargos de chefia e que têm familiares em cargos comissionados.

Agência Estado |

Nessa primeira leva, aparecem três diretores e dois chefes de gabinetes. O boletim traz ainda 23 exonerações de cargos de confiança, entre elas a da cunhada do diretor-geral, Agaciel Maia; da mulher e de mais um filho do diretor de Recursos Humanos, João Carlos Zoghbi, e das duas filhas e do cunhado da secretária-geral da Mesa, Claúdia Lyra. Um nova relação será publicada na segunda-feira, segundo a secretaria de Comunicação Social do Senado.

O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), reiterou hoje que a súmula anti-nepotismo do Supremo Tribunal Federal (STF) será cumprida na íntegra. "Nós vamos fazer as exonerações que forem necessárias, aquelas que estiverem incidindo na proibição da súmula", afirmou. Sobre a tática de dispensar cargos de direção para escapar da súmula, técnicos do Senado alegam que não há como impedir o procedimento.

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