Check-up: população deve se conscientizar da importância da prevenção

Check-up: população deve se conscientizar da importância da prevenção Por Adriana Cardoso São Paulo, 08 (AE) - Nem todas as regiões do Brasil são privilegiadas no que se refere à saúde, tanto a pública quanto à privada. A região Sudeste, especialmente o Estado de São Paulo, concentra a maior e a mais qualificada rede de saúde do País, o que faz com que muitos moradores do interior do Estado e do resto do Brasil, sem estrutura semelhante, se dirijam à capital paulista.

Agência Estado |

A demanda maior que a oferta só poderia desembocar em um caminho: filas gigantescas e a falta de solução para problemas de saúde que, se tivessem sido detectados prematuramente, seriam facilmente solucionados. Daí a importância de se fazer um check-up, o que os médicos chamam de medicina preventiva.

"Infelizmente não temos essa educação no Brasil de incentivar as pessoas a fazerem um check-up", diz o cardiologista e diretor clínico do Hospital São Camilo Ipiranga, Edgar Ferreira Júnior.

O especialista salienta a importância das campanhas de saúde, a voltada à avaliação da pressão arterial, "pois a hipertensão é silenciosa", como ressalta.

Antes de esperar o problema aparecer, é melhor e mais prático antecipar-se. Porém, alguns aspectos devem ser considerados antes de marcar a consulta. Não é todo mundo que necessita fazer check-up. "Não existe um pacotinho igual para todo mundo. Os exames devem ser solicitados por um médico, que vai analisar tudo de acordo com o histórico familiar, faixa etária e hábitos de vida", diz a médica radiologista do Centro de Diagnósticos Brasil (CDB) Maria Thereza Natel.

Aqueles com histórico familiar de doenças graves, como as do coração, diabetes, câncer, hipertensão, devem começar mais cedo, apontam os especialistas. Mas, no geral, o check-up começa a ser importante a partir de certa idade, especialmente depois dos 40 anos, se a pessoa é saudável. Mas as mulheres, até em função do ciclo menstrual, devem começar a ir ao ginecologista mais cedo, para exames de rotina.

Um hemograma completo, exame de urina, eletro e ecocardiograma são os principais exames solicitados, tanto para homens como para mulheres, que podem ajudar a detectar e tratar das mais simples às mais graves enfermidades. A periodicidade com que devem ser feitos deve ser orientada pelo médico.

PAPANICOLAU - O Papanicolau é um dos exames mais simples e mais importantes para a mulher e deve ser feito ao menos uma vez por ano. É por esse exame que se descobre, por exemplo, infecção pelo vírus HPV (papilomavírus), que, se não tratado precocemente, pode desenvolver câncer de colo do útero. "O exame é simples, rápido e barato e pode ser feito em qualquer postinho de saúde", frisa Maria Thereza.

Já os exames de mamografia são indicados para as mulheres após os 40 anos de idade. Se houver histórico familiar, tem ser feito mais cedo. "Mas tudo deve ser avaliado pelo médico. Só ele pode indicar o exame correto de acordo com o histórico do paciente", lembra.

PRÓSTATA - Acima dos 45 anos, mesmo sem histórico e com hábitos normais de vida, os homens devem ser submetidos a um exame do qual não gostam nem de ouvir falar: o de próstata. Mas possíveis alterações na próstata são detectadas em provas de sangue, tais como de ureia e creatinina, que permitem avaliar o comprometimento da função renal, além da dosagem do PSA (uma proteína chamada Antígeno Prostático Específico), importante para a exclusão de possíveis tumores malignos da próstata.

Há ainda o toque retal, que fornece informações sobre o volume, consistência, presença de irregularidades, limites, sensibilidade e mobilidade da próstata. Incômodo, como dizem os especialistas, mas essencial.

HÁBITO - Para transformar o check-up em hábito de vida, Maria Thereza orienta a realização dos exames na mesma época todo ano. E, quando visitar o médico, é sempre importante levar o exame anterior para comparações.

Mas, antes de sair realizando o check-up, converse com o médico e, o mais importante, busque hábitos saudáveis de vida. "É importante que as pessoas tenham consciência do seu corpo, do funcionamento do organismo. Assim, o médico pode ajudá-las a ter mais qualidade de vida tratando de um possível problema precocemente", diz Edgard Ferreira Júnior.

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