Check-up antes de cirurgia diminui risco de erros

Para minimizar riscos, cada vez mais hospitais estão adotando o método time out. Antes de entrar na sala cirúrgica, o médico, o enfermeiro e o anestesista fazem um check-up com o paciente: certificam-se do tipo de cirurgia (se é a intervenção correta no paciente correto) e o órgão a ser operado.

Agência Estado |

Em caso de órgãos duplos, como rins ou pulmões, fazem uma marca, com uma caneta especial, no lado correto do corpo. Na sala, checam se os instrumentos necessários estão disponíveis e se o paciente foi posicionado da maneira correta. No fim, contam até quantos instrumentos foram utilizados - o objetivo é evitar que o cirurgião deixe algum objeto dentro do corpo do paciente.

No ano passado, a Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou uma lista com 19 medidas para evitar erros médicos. Em janeiro, o "New England Journal of Medicine", uma das mais importantes publicações da área médica, publicou artigo sobre pesquisa que testou a eficácia do método em oito hospitais de países como Estados Unidos, Canadá e Índia. O índice de mortes provocadas por erros caiu de 1,5% para 0,8% e o de complicações pós-operatórias, de 11% para 7%. "Esses procedimentos são eficientes em qualquer lugar do mundo", diz Wilson Pollara, coordenador chefe do Instituto do Câncer de São Paulo, que abriu em novembro de 2008 realizando o "time out". Desde então foram feitas 1,4 mil cirurgias, todas sem ocorrência de erro.

O Hospital Sírio-Libanês adotou o protocolo há 3 anos - com 100% de sucesso. "Adotamos medidas simples, mas que, por incrível que pareça, atuam onde podemos errar", diz o gerente médico do Centro Cirúrgico, Sérgio Arap, que cita 13 fatores de risco que podem provocar erros, entre eles a pressão de um caso de emergência. "Erros podem acontecer." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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