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Chapa puro-sangue é difícil e improvável , avalia Tasso Jereissati

Depois de almoçar com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, na tarde de segunda-feira, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) classificou como ¿difícil e improvável¿ a composição de chapa puro-sangue, sonho tucano para a disputa presidencial deste ano.

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

AE
Senador Tasso Jereissati ao deixar a residência de FHC

Tasso Jereissati ao deixar a residência de FHC

Além de Tasso e Aécio, o presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra PSDB-PE), também participou do encontro no apartamento do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em Higienópolis, região central de São Paulo. O governador de São Paulo, José Serra, estava em Taubaté em compromissos oficiais.

Pressão

Os caciques tucanos negaram que o encontro tenha servido para pressionar Aécio a aceitar ser o vice de Serra na disputa presidencial. Quando Aécio foi questionado sobre a pressão, Fernando Henrique atravessou a conversa e respondeu: ninguém está insistindo.

Segundo eles, o governador mineiro se comprometeu a fazer a maior campanha já vista em Minas Gerais para apoiar Serra, mas nem sequer cogitou a possibilidade de disputar a vice-presidência.

O almoço serviu para alinhavar a estratégia eleitoral do início do ano. Enquanto Serra não anuncia formalmente a candidatura, o que deve acontecer somente a partir de março, os caciques tucanos vão percorrer o Brasil para articular alianças regionais.

O PSDB admite ter dificuldade em montar palanques fortes para Serra no Rio de Janeiro, Ceará (Tasso descartou concorrer ao governo cearense) e Amazonas. Vamos montar o bloco para o Carnaval, anunciou Aécio.

"Vamos entrar em campo"

Os tucanos se aventuraram no campo das metáforas futebolísticas, especialidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para exemplificar a estratégia. Vamos entrar em campo e colocar o time até o carnaval, disse Tarso. "Ele vai ser o capitão, emendou Fernando Henrique, apontando para Guerra.

Para Guerra, o fato de Serra protelar o anúncio formal da candidatura não é tão relevante. De acordo com ele, a desistência de Aécio anunciada no final do ano deixou o cenário tucano mais claro, facilitando o caminho para as alianças. Isso reduz o problema que tínhamos que resolver de dois pré-candidatos. Havia uma certa ansiedade, disse o presidente tucano.

Tasso foi mais explícito: passado o final de ano, com a definição clara do governador Aécio, o governador Serra é o candidato, ponto, acabou.

Além de iniciar a montagem dos palanques, a cúpula tucana decidiu partir para uma abordagem ofensiva do governo Lula. O primeiro alvo é o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH).

Sobre a ausência de Serra, Guerra  justificou: foi um almoço quase acidental. Estávamos todos passando por São Paulo. Nem sabíamos onde o serra estava. Soube agora que ele está em Taubaté.

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