As direções do PT e do PMDB fizeram ontem uma operação de emergência na tentativa de estancar a crise causada pelas declarações da pré-candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, que propôs uma dobradinha com o tucano Antonio Anastasia, governador de Minas Gerais e candidato à reeleição. Dilma disse que em Minas poderia fazer o movimento Dilmasia, uma composição com Anastasia, assim como no passado houve o Lulécio - Lula e Aécio.

Como a reação do ex-senador Hélio Costa às declarações de Dilma foram imediatas - ameaçou até apoiar Serra, com o movimento "Serrélio" -, o presidente do PMDB, Michel Temer (SP), tentou acalmar o companheiro de partido. "Não é hora de arrumar confusão. É preciso que todos se acalmem".

O presidente José Eduardo Dutra conversou com Michel Temer sobre a necessidade de evitar que a crise de Minas Gerais ganhe contornos maiores. Dilma foi aconselhada a telefonar para Hélio Costa e dizer que, no fundo, queria pregar a necessidade de formação de um palanque único, que una PT e PMDB. Ela ligou, mas ele já tinha dado a declaração de que a candidatura da ex-ministra poderá "morrer pela boca" e que, se for o caso, vai para os braços de José Serra.

A cúpula do partido decidiu fazer advertências à candidata. Alguns dirigentes chegaram a dizer a Dilma que ela deve ter mais cuidado com as palavras porque tudo pode ser usado "de forma maldosa" pelos adversários. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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