Chalita é atacado por tucanos e recebe apoio de petistas

Atacado pela bancada do PSDB em mais um dia tumultuado na Câmara Municipal de São Paulo, o vereador Gabriel Chalita (PSB), ex-tucano e parlamentar mais votado nas eleições de 2008, encontrou refúgio ontem entre seus antigos rivais petistas. Por mais de duas horas, o ex-secretário de Educação no governo Geraldo Alckmin (2001-2006) sofreu duras críticas da mesma base governista que ajudou a defender até o início de outubro.

Agência Estado |

Coube ao líder petista, vereador João Antonio, e ao presidente do Diretório Municipal do PT, José Américo, a tentativa de blindar o novo colega.

Na segunda-feira, a Justiça Eleitoral cassou o mandato de 13 dos 55 vereadores por recebimento de doação de campanha considerada ilegal, o que paralisou parte dos trabalhos. Ontem, os líderes de bancada haviam feito um acordo para evitar disputas públicas na tentativa de não fomentar o noticiário negativo. Mas tudo mudou quando Eliseu Gabriel (PSB) subiu à tribuna para dizer que Chalita tinha o direito de fazer críticas à gestão José Serra (PSDB). O vereador deixou o PSDB se queixando de falta de apoio a uma possível candidatura ao Senado e disparou críticas ao governador.

As discussões dividiram o plenário: de um lado, a base do prefeito Gilberto Kassab (DEM); no outro, petistas e vereadores do "centrão" cercando Chalita a cada vez que o ex-tucano ia à tribuna. "O governador é o maior líder democrático do País. E o PSDB quer trazer um novo vereador do próprio partido, o que é legítimo", argumentou Gilberto Natalini (PSDB), principal aliado de Serra na Casa.

Os petistas reagiram. "O PSDB subestima a inteligência do vereador Chalita, que deve ser sempre respeitado dentro dessa Casa", disse João Antonio. O líder do PT é aluno do mestrado do ex-secretário de Educação.

No final da tarde, o vice-presidente Dalton Silvano (PSDB), orientado por líderes de bancada, interveio para encerrar a inscrição de vereadores para discursar. "O PSDB recebe parlamentares de outros partidos, mas quer o meu de volta, eu que fui o vereador mais votado. Isso é falta de respeito com meus eleitores e falta de coerência", disse Chalita, ao final da sessão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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