A Controladoria-Geral da União (CGU) instaurou auditoria sobre as prestações de contas dos suprimentos de recursos utilizados pelo ex-ministro da Reforma Agrária no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso e atual deputado federal, Raul Jungmann (PPS-PE), no período entre 1996-2000. Entre os gastos, divulgados pela imprensa, estão massagem em um hotel do Rio de Janeiro e alimentação em Brasília, além de hospedagens em Recife.

Na sexta-feira, Jungmann negou quaisquer irregularidades em suas despesas.

A CGU entende que essas despesas são, em princípio, "impróprias para serem custeadas com recursos públicos". O procedimento é o mesmo adotado quanto a gastos feitos por ministros ou ex-ministros do atual governo pagas por meio de cartão corporativo ou pelas contas tipo "B". No final da apuração, caso sejam confirmados gastos irregulares, a CGU notificará o Ministério do Desenvolvimento Agrário para que providencie o ressarcimento aos cofres públicos. As informações são do site da CGU.

Na sexta-feira, Jungmann alegou que uma despesa de R$ 60, referente a uma massagem em um hotel do Rio de Janeiro, foi feita porque estava com dores nas costas. Gastos com diárias em hotel no Recife, onde Jungmann mora, foram justificados pelo fato de, na época, possuir residência apenas em Brasília, o que o forçaria a ficar em hotel todas as vezes em que ia ao Recife.

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