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CGU calcula em R$ 15,5 mi desvios de sanguessugas

A Controladoria-Geral da União (CGU) e o Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (Denasus) estimam em R$ 15,5 milhões os prejuízos aos cofres públicos de mil convênios analisados no plano de fiscalização da Operação Sanguessuga, que descobriu desvios de verbas nas compras de ambulâncias por prefeituras. O plano de fiscalização da operação contempla a análise de 1,45 mil acordos, firmados com cerca de 600 administrações municipais, e, embora a análise não esteja concluída em todos, a CGU e o Denasus calculam perdas gerais de R$ 25 milhões.

Agência Estado |

Dos contratos com avaliação terminada, 400 tinham sido enviados ao grupo de trabalho instalado no Tribunal de Contas da União (TCU) no fim de 2007 e outros 600 foram mandados esta semana.

Pacto firmado entre a CGU, TCU e Ministério da Saúde vai acelerar o processo de apuração de responsabilidade e o ressarcimento do que foi desviado dos cofres. Os auditores da Controladoria concluíram que houve superfaturamento em 70% dos convênios analisados; em 23%, os veículos comprados e entregues não eram usados; em 27%, os processos licitatórios não apresentaram pesquisa de preços, como prescreve a Lei de Licitações (8.666), e, em grande parte dos casos, as concorrências públicas apresentaram evidências de "conluio" entre os participantes.

A fiscalização concluiu que as empresas Planam, Santa Maria, Klass e Enir Rodrigues de Jesus EPP, venceram, respectivamente, 94%, 94%, 82% e 72% das licitações de que participaram; já a Leal Máquinas, Vendovel, Esteves & Anjos, Adilvan, NV Rio, Comercial São Francisco Canindé Da Silva, Delta Veículos Especiais Ltda. e Nacional Comércio de Materiais Hospitalares perderam, respectivamente, 87%, 99%, 97%, 98%, 98%, 94%, 91% e 95% das concorrências.

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