Cetesb vê risco de explosão em escola em área de lixão

Duas escolas municipais, além de 69 habitações construídas pela Companhia de Habitação de São Paulo (Cohab) nos anos 1990 sobre um lixão desativado há 25 anos, estão em uma área contaminada, segundo a Companhia Estadual de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb). Há risco de explosão.

Agência Estado |

A Justiça determinou a retirada das famílias em 2007, mas elas continuam no local. Para a Cetesb, há 100% de risco de explosividade na área, conhecida como Boi Malhado, ao lado do Cemitério Cachoeirinha, zona norte de São Paulo.

Mesmo com as ações preventivas tomadas pela Secretaria Municipal de Educação, Cetesb e Ministério Público recomendam a retirada das famílias e desativação das escolas. Há outras 69 casas em construção, cujas obras foram suspensas em 2006, e um campo de futebol, onde funciona uma escolinha para 300 crianças.

A Cohab, órgão habitacional vinculado ao Município, tomou conhecimento da contaminação em 2001. A partir disso, a Cetesb exigiu uma série de medidas, como a instalação de sistemas de extração dos gases, solicitou a investigação detalhada da área e a retirada preventiva das famílias. Mas o órgão municipal entregou apenas o estudo, no mês passado, que ainda está em análise. Mas essa análise é mais superficial e não atende o solicitado, diz o engenheiro Celso Machado, da agência da Cetesb na zona norte.

Segundo ele, a única informação concreta é o risco de explosão, por conta da concentração de gás metano em alguns bolsões da área, concentrados sob as escolas, no campo de futebol e em algumas casas. O parecer da Cetesb deve ser concluído nas próximas semanas. Por não atender à determinação judicial de tirar as famílias, a Cohab chegou a ser multada em cerca de R$ 1 milhão. A pena foi suspensa no fim de 2007, até que a companhia tome as providências solicitadas. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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