CET libera ao tráfego trechos da nova Marginal em São Paulo

SÃO PAULO ¿ A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) liberou, na manhã desta segunda-feira, três trechos da nova Marginal Tietê, que é construída em São Paulo. Com isso, os veículos já podem trafegar em 7,1 km de pistas.

Lecticia Maggi, iG São Paulo |

Conforme a CET, foram liberados os trechos entre a saída da rodovia Presidente Dutra até 400 metros após a ponte da Vila Maria, no sentido Castello Branco; entre as pontes Julio de Mesquita Neto e Freguesia do Ó, no sentido Castello Branco; e entre a praça Nossa Senhora Oliveira e a rua Paulo Andrighetti, no entorno da ponte da Vila Guilherme, no sentido Ayrton Senna.

As interdições fazem parte do projeto de construção da chamada Nova Marginal, que inclui 3 pistas de cada lado, 4 pontes, 3 viadutos e um parque linear. Em março de 2010, a CET afirma que estarão prontas as pistas adicionais, de 23 km cada uma.

Ao todo, são investidos no projeto R$ 1,3 bilhão - sendo R$ 1,1 bilhão do Tesouro Estadual e R$ 200 milhões das concessionárias de rodovias com ligação com a Marginal Tietê.

A prefeitura prevê uma melhora em todo o trânsito da cidade, já que, sozinha, a Marginal Tietê responde por entre 20% a 27% do índice de médio de lentidão na capital.

A estimativa da CET é de um aumento médio de 35% na velocidade dos veículos na Marginal Tietê. Desta forma, haveria uma redução da lentidão em toda a cidade de 12% no pico da manhã e de 10% no pico da tarde.

Além da diminuição dos congestionamentos, a CET considera que a nova Marginal vai gerar uma economia estimada em 1,5 milhão de litros de combustível por ano, com a consequente redução da emissão de poluentes.

A obra, porém, gera controvérsia e é alvo de críticas de ambientalistas, urbanistas e ciclistas. Eles reclamam do corte de árvores, diminuição da permeabilidade do solo, aumento de enchentes e da não priorização do transporte coletivo. A estratégia do projeto é nociva à cidade, pois ocupa os fundos de vale e privilegia o sistema viário. Esses espaços deveriam ser reservados para absorver as enchentes, afirma Saide Katoni, presidente da Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas.

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