Cesariana é cada vez mais frequente entre índias

Epidemia entre as mulheres brancas, a cesárea alcançou as índias. Embora o parto normal ainda seja predominante (87%) entre as índias, as cesarianas são cada vez mais frequentes, principalmente quando o nascimento ocorre num hospital.

Agência Estado |

Nessa situação, corresponde a 22,1% dos nascimentos de índios nas regiões Sul/Sudeste e 23,2% no Nordeste. O índice máximo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 15%. No ano passado, de todos os partos realizados na rede pública, 34% foram por cesariana.

Embora tenham rejeição cultural à cesárea, índias da região do Xingu, no sudoeste do Pará, têm se submetido muito a essa intervenção. A explicação de médicos e enfermeiras se baseia em dois fatores: o corpo quase infantil das mães, que engravidam a partir dos 11 anos, e o grau de parentesco com os pais.

Das 18 aldeias atendidas pelo sistema de saúde de Altamira, com uma população em torno de 2,5 mil indivíduos, a maior ocorrência de cesáreas está entre os Araras, que vivem nas margens do Rio Xingu, a cerca de 50 quilômetros. Como a população da aldeia é pequena, o casamento consanguíneo é comum entre eles, assim como a gravidez em idade infantil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE

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