Cesar Maia relativiza crise no Distrito Federal

O ex-prefeito do Rio Cesar Maia, uma das principais lideranças políticas do DEM, procurou relativizar a crise que o escândalo de corrupção do governo do Distrito Federal provocou no partido. O comprometimento do único governador filiado à sigla, José Roberto Arruda, parece não preocupar Maia.

Agência Estado |

Por e-mail, ele comparou a situação da legenda com a do PT na crise do mensalão.

"Esse processo é dinâmico. O PT perdeu seu candidato a sucessão do (presidente) Lula, o (então ministro-chefe da Casa Civil, José) Dirceu, e buscou alternativa", afirmou Maia, que é pai do presidente nacional do DEM, o deputado federal Rodrigo Maia. "Quem imaginava que seria a (atual ministra-chefe da Casa Civil) Dilma Rousseff a ocupar o espaço de Dirceu?".

O ex-prefeito também defendeu que o eventual processo de expulsão de Arruda do partido não ocorra de modo "inquisitorial". Para ele, é preciso oferecer espaços para a defesa do governador e convocar a Comissão de Ética do partido.

Maia também defendeu que seja oferecido ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a suspensão de todas as imunidades e sigilos que Arruda tem por ser governador. Pela lei brasileira, cabe aos ministros do STJ as investigações de conduta criminosas eventualmente cometidas por chefes de poder executivos estaduais. A prerrogativa de foro também garante a Arruda o direito de só ser investigado caso a Câmara Distrital do DF dê autorização.

Pelo seu ex-blog - mensagem eletrônica que distribui diariamente -, Maia fez comentários genéricos sobre o assunto, afirmando que, nos últimos anos, o patrimonialismo brasileiro passou a agregar novos setores na relação entre as empresas e os governos: terceirizações de mão de obra, serviços de informática e serviços educacionais. "Nos três casos, o sistema de controle é dificultado pela comprovação de pessoal alocado, seja pelas questões subjetivas, em relação a processos e qualidade", afirma o ex-prefeito na newsletter, que é distribuída para mais de 40 mil assinantes. No texto de cinco páginas, Maia não cita o nome de Arruda em nenhum momento.

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