César Maia diz que ação do Exército no Morro da Providência é ¿improvisada¿

RIO DE JANEIRO ¿ O prefeito do César Maia (DEM), por meio de nota divulgada pelo seu ex-blog, criticou, nesta terça-feira, o senador Marcelo Crivella, pré-candidato à administração municipal pelo PRB, e a atuação do Exército no Morro da Previdência, Zona Portuária do Rio.

Redação |


Intervir em favelas é coisa séria, disse o prefeito, fazendo referência ao projeto Cimento Social, de autoria de Crivella e do Ministério das Cidades e que conta com o apoio do Exército para o andamento das obras. Segundo Maia, o desentendimento entre 11 militares ¿ sete soldados, três sargentos e um oficial ¿ e três jovens do Morro da Providência e que culminou na morte dos rapazes foi em decorrência de uma ação improvisada no local.

Desde dezembro do ano passado, cerca de 200 militares ocupam a comunidade. A entrada do Exército e do senador com pintura de casas, usando outra metodologia é o que explica o problema ocorrido, criticou, comparando o Cimento Social com seu programa Favela-Bairro.

O Favela-Bairro é coisa muito séria. Deu certo e continuará dando na terceira etapa. Quando o Ministério das Cidades trouxe o PAC das favelas, apresentamos para as comunidades destacadas os projetos prontos, no escopo do Favela-Bairro.

Eles já estão em andamento em Manguinhos, Grota, Nova Brasília, comunidades da Tijuca e em breve na Colônia Juliano Moreira, explicou o prefeito. Ele também aproveitou para frisar que um dos jovens mortos por traficantes do Morro da Mineira não tinha antecedências criminais. Um deles havia sido aluno da Vila Olímpica da Gamboa. Participava do Agente Jovem. A mãe é funcionária da secretaria de esportes. Não havia qualquer antecedente a respeito, formal ou informal. Voltavam de um baile funk na Mangueira.

O caso

Marcos Paulo da Silva, de 17 anos, Wellington Gonzaga Costa, 19, e David Wilson Florença da Silva, 24, moradores do Morro da Providência, na Zona Portuária do Rio, teriam sido entregues no último sábado e mortos, menos de 12 horas depois, por traficantes do Morro da Mineira, no Catumbi.

Em depoimento ao titular da 4ª Delegacia de Polícia, delegado Ricardo Dominguez, alguns dos suspeitos teriam confessado o crime. Os jovens foram detidos pelos militares às 7h30 do sábado, quando voltavam de táxi de um baile funk, por desacato. Porém, o comandante da tropa determinou que eles fossem liberados após serem ouvidos.

Testemunhas afirmam que os rapazes ficaram sob o poder dos militares até as 11h30 e depois foram entregues a traficantes de uma facção rival a do Morro da Providência, onde os rapazes moravam, no Morro da Mineira, onde foram executados. Há denúncias de que as vítimas teriam sido vendidas por R$ 60 mil.

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