Cerca de 300 pessoas continuam fora de casa após tragédia em Angra

Quase 300 pessoas continuam fora de suas casas após a tragédia da madrugada do dia 1º no município de Angra dos Reis (RJ), que deixou 52 mortos em consequência de desabamentos provocados pelas fortes chuvas. São 116 desabrigadas (instaladas em escolas municipais) e 168 desalojadas (se alimentam nos abrigos, mas não permanecem neles). O balanço é da Secretaria de Governo e Defesa Civil de Angra, divulgado neste sábado.

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O balanço informa ainda que entre 30 de dezembro e 1º de janeiro choveu 417 mm, o que equivale ao dobro da média histórica para todo o mês de dezembro. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mostram também que, nas últimas 12 horas de 2009 e nas 12 primeiras horas de 2010, a chuva que atingiu Angra dos Reis registrou o maior o maior volume de água em 24 horas dos últimos 10 anos: foram 142,9 mm de água, valor normalmente registrado em um mês inteiro.

Ag Brasil/Roosewelt Pinheiro
Casas demolidas em Angra
Antes da chuva da virada, os maiores valores registrados pelo Inmet em 24 horas na região ocorreram em 9 de dezembro de 2002 (129,3 mm) e 25 de outubro de 2003 (117,5 mm). A maior chuva em um dia de Angra ocorreu na década de 60: 191,4 mm em 22 de dezembro de 1965.

Segundo o balanço divulgado neste sábado, foram 2.206 ocorrências na cidade entre o dia 30 de dezembro e este sábado. Desse total, as equipes de socorro realizaram 1.827 vistorias em imóveis e 517 interdições, além de 379 cortes emergenciais.

Retomada das buscas

O Corpo de Bombeiros confirmou que foram encontrados até o momento 52 corpos, vítimas de deslizamentos de terra: 31 corpos na Praia do Bananal (Ilha Grande) e 21 corpos no Morro da Carioca (centro). Duas pessoas permanecem desaparecidas, a menina Alessandra de Carvalho, de 11 anos, e Roseli Marcelino Pedroso, de 34 anos.

A Defesa Civil do município de Angra dos Reis retomou neste sábado as buscas por Alessandra, no Morro da Carioca, e por Roseli, na enseada do Bananal, na Ilha Grande.  Os trabalhos continuarão por todo o fim de semana, sem descanso.

Segundo a coordenação de relações públicas da Defesa Municipal de Angra, o ritmo de trabalho no município é de segunda-feira, com todo mundo em campo, fazendo vistoria, fazendo limpeza, cortando árvores.

Agência Brasil/Roosewelt Pinheiro
Casas em local de risco são demolidas no Morro da Carioca

Nível do desastre

Na sexta-feira (8), a Prefeitura de Angra dos Reis também divulgou o conteúdo do Formulário de Avaliação de Danos sobre os deslizamentos provocados pelas chuvas. O documento informa que o desastre foi de nível 4, a maior intensidade no índice de avaliação da Codificação de Desastres, Ameaças e Riscos do Conselho Nacional de Defesa Civil. A prefeitura disse também que 61 bairros da cidade sofreram com escorregamentos ou deslizamentos.

* Com agência Brasil


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