Cerca de 30% de jovens acolhidos em abrigos voltam pra casa

Levantamento do CNJ aponta que, número é aproximadamente de 24 mil, seja por terem sido vítimas de abandono ou maus tratos

iG São Paulo |

Aproximadamente 30% das crianças e adolescentes que foram acolhidos em abrigos e instituições diversas, porque viviam em situação de risco no país, retornaram este ano aos seus lares de origem. É o que aponta o balanço sobre a situação dessas crianças e adolescentes feito pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O número é aproximadamente de 24 mil, seja por terem sido vítimas de abandono, maus tratos, ou outra causa relevante. De acordo com o juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça Nicolau Lupianhes Neto, o acolhimento é uma decisão protetiva e provisória (com duração máxima de dois anos). “O objetivo é retirar crianças e adolescentes da situação que gerou o recolhimento e promover o seu retorno às famílias”, afirma o juiz.

De acordo com o balanço, em Minas Gerais, das 296 comarcas existentes, 186 informaram que possuem crianças e adolescentes acolhidos em entidades. As cidades mineiras com o maior número de abrigados são: Belo Horizonte, Uberlândia, Governador Valadares, Juiz de Fora, Contagem e Teófilo Otoni.

Em São Paulo, 389 crianças e adolescentes tiveram, neste ano, o direito à convivência familiar e comunitária garantidos, em decorrência de audiências concentradas promovidas pelo CNJ.

Outro aspecto interessante é o fato de que o maior número de crianças e adolescentes acolhidos tem idade entre 13 anos (1.726 deles) e 14 anos (1.747). Em segundo lugar estão aqueles com 15 anos (1.644 estão em abrigos), seguido dos que possuem idades de 12 anos (1.632) e 11 anos (1.590 abrigados).

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