Cerca de mil integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) fizeram caminhadas na manhã de hoje em Recife, provocando intenso congestionamento no horário de pico. Eles deixaram a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), onde estão acampados desde sábado, e se subdividiram em três grupos que seguiram roteiros diferentes, por avenidas de grande tráfego de veículos da capital pernambucana.

O objetivo da ação, previamente planejada, foi mostrar o descontentamento do movimento com os governos federal e estadual em relação à reforma agrária. "Foi um protesto pacífico dentro da nossa luta pelo fim do latifúndio", afirmou o líder Jaime Amorim, que acredita que, "assim como eliminamos a escravidão, o latifúndio também será eliminado".

Por volta das 9h30, os sem-terra retornaram ao Incra, onde à tarde uma comissão irá se reunir com os superintendentes do órgão das regionais Recife e Petrolina (sertão do São Francisco) para negociar em torno de uma pauta do movimento. Amorim destaca que no ano passado somente 70 famílias foram assentadas em Pernambuco.

Amanhã, a negociação será com o governo do Estado. "Se os resultados forem favoráveis, deveremos deixar o Incra na sexta-feira", disse Amorim. "Caso contrário, poderemos ficar aqui por tempo indeterminado."

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