Cerca de 200 policiais podem ser expulsos por envolvimento com caça-níqueis no Rio

O secretário estadual de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, disse nesta quarta-feira que cerca de 200 policiais podem ser expulsos da corporação por causa de envolvimento com atividades ilícitas, como a exploração das máquinas caça-níqueis. Beltrame fez essa afirmação ao se referir à Operação Alvará, realizada pela Polícia Federal na terça-feira, que terminou com a prisão de oito policiais, sendo sete militares e um civil.

Anderson Dezan, iG Rio de Janeiro |

A Polícia Federal fez mais um belíssimo trabalho, mas nós também estamos fazendo. Temos 300 policiais que já foram expulsos e outros 200 estão em processo. A ligação com milícias também é um desvio de conduta. Esses grupos eram mantidos por policiais civis e militares. Dentro da nossa possibilidade, também estamos dando resposta e vamos continuar trabalhando dessa forma, afirmou o secretário.

Entre os presos na Operação Alvará está o presidente da escola de

Reprodução
Moisés, presidente da Vila Isabel

Moisés, presidente da Vila Isabel

samba Unidos de Vila Isabel, Wilson Vieira Alves , mais conhecido como Moisés. Ele foi preso em sua residência em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. Com ele, os policiais federais apreenderam R$ 42 mil. No total, foram expedidos pela Justiça Federal 51 mandados, sendo 29 de prisão e 42 de busca e apreensão.

Segundo a Polícia Federal, os principais alvos da ação foram os chamados maquineiros, indivíduos responsáveis pela introdução e exploração das máquinas caça-níqueis nos estabelecimentos comerciais. A investigação apontou que a quadrilha usava selos que funcionavam como alvará para comerciantes utilizarem as máquinas em seus estabelecimentos. Estes selos, de acordo com a PF, custavam cerca de R$ 200 e eram controlados por policiais. Mensalmente, eles eram trocados.

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