Cerca de 200 índios chegam a Brasília para acompanhar julgamento no STF

BRASÍLIA - Cerca de 200 índios da etnia Pataxo Hã Hã Hãe chegaram nesta terça-feira a Brasília para acompanhar o julgamento que pode devolver a propriedade de suas terras no sul da Bahia. A ação será julgada nesta quarta-feira no Supremo Tribunal Federal (STF) e é uma espécie de prévia para o entendimento dos ministros no caso da homologação das terras indígenas da Raposa Serra do Sol, em Roraima.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

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Os Pataxo Hã Hã Hãe reivindicam a anulação de títulos de propriedade que foram concedidos a fazendeiros entre 1976 e 1982, nos governos Roberto Santos e de Antônio Carlos Magalhães.

A área reivindicada é de 54 mil hectares, sendo que, devido aos títulos concedidos aos fazendeiros, somente 17,5 mil estão em posse dos índios. A ação que corre no Supremo foi protocolada em 1982 pela Funai contra o governo do Estado da Bahia.

Na manhã de quarta-feira, os índios vão se reunir às 10h da manhã para realizarem um ritual religioso na Praça do Compromisso, em Brasília. O local é onde foi assassinado o Pataxó Hã Hã Hãe Galdino Jesus dos Santos, incendiado por jovens de classe alta em 1997.

Na ocasião do crime, Galdino dormia num ponto de ônibus e havia vindo à capital federal para reclamar na Justiça agilidade para o processo de posse das terras indígenas. Na mesma luta, de acordo com os representantes indígenas, diversos índios foram assassinados na Bahia, entre eles o irmão de Galdino, em 1997, João Cravim.

Ao chegar a Brasília, os índios promoveram um evento na Câmara dos Deputados e se disseram confiantes numa decisão favorável do Supremo. Para o cacique Luiz Titia, os "ministros serão conscientes e vão fazer valer a Lei, que garante a posse da terra para os índios".

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