Quem anda pelo centro de São Paulo já deve ter notado: nove faixas de pedestres ganharam semáforos com cronômetros. Ainda em fase de testes, os novos equipamentos têm o objetivo de reduzir os atropelamentos.

São 18 sinais e cada um custou R$ 3 mil. Quando o sinal está aberto para o pedestre, o cronômetro aparece no lugar do vermelho, em contagem regressiva. E mostra quanto tempo ele dispõe para atravessar a rua.

"Ainda estamos observando como o pedestre reage: se ele corre quando vê que o tempo está acabando ou se ele pára", contou Adauto Martinez Filho, diretor de operações da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Segundo ele, o centro da cidade foi escolhido para os testes devido à grande quantidade de pedestres que circulam pela região.

Na praça João Mendes, a inovação foi aprovada por Silvana Amaral, funcionária da OAB. "Achei ótimo para os apressadinhos terem consciência", comentou. Sua opinião não foi partilhada por Valquíria Garcia, advogada. "Não faz diferença. Fecha muito rápido, a contagem tanto faz". A queixa é constante no semáforo da João Mendes, que fica no verde durante 15 segundos. "Acho que o tempo para atravessar deveria ser maior", queixou-se o aposentado Miguel da Silva .

O engenheiro de tráfego Horácio Figueira, vice-presidente da Associação Brasileira de Pedestres, concorda com Miguel e Valquíria. Ele diz que o tempo de abertura dos semáforos é pouco. "O pedestre não é privilegiado em lugar nenhum." Horácio aprovou o semáforo cronometrado, mas acredita que o modelo possa ser aperfeiçoado. Para ele, o semáforo de pedestres ideal está no aeroporto de Cumbica, que conta com o chamado 'vermelho de segurança'. Nele, o semáforo para os carros não abre imediatamente após o de pedestres fechar, havendo alguns segundos em que ambos permanecem no vermelho. As informações são do Jornal da Tarde

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