Centro de Pesquisa vai testar remédio contra lúpus

O Centro de Pesquisas Clínicas do Hospital Abreu Sodré, ligado à http://www.aacd.

Agência Estado |

com.br/hospital_localiz.asp" target=_blank AACD , recruta voluntários para estudos de cinco novos medicamentos para o combate ao lúpus, doença rara, que acomete principalmente as mulheres em idade fértil. Na linha de frente dos ensaios científicos está o médico Morton Scheinberg, que também atua no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde os testes das novas drogas também estão sendo conduzidos.

Lúpus é uma doença autoimune, ou seja, que produz substâncias combatidas pelo próprio organismo. A causa ainda é desconhecida e, em menos de 1% dos doentes, pode desencadear alucinações e atitudes psicóticas. A advogada brasileira Paula Oliveira, que protagonizou o caso do suposto ataque de neonazistas na Suíça, seria uma das portadoras da doença.

Scheinberg informou que as pesquisas sobre novos medicamentos já estão sendo conduzidas em 60 pacientes e a necessidade de mais participantes é para mensurar os efeitos positivos dos produtos. “Lúpus é uma doença provocadas predominante pelo linfócito B (uma parte pequenina do sistema imunológico do organismo)”, explica o médico. “Os medicamentos que estamos desenvolvendo é para fazer com que o linfócito deixe de produzir anticorpos contra ele mesmo, atacando o alvo da doença.”

Qualquer pessoa, de qualquer idade portadora de lúpus pode participar dos ensaios, mas o presidente da Sociedade Paulista de Reumatologia, José Carlos Mansur Szajudok, diz que as mulheres são maioria nos casos, em uma incidência anual de um novo registro em cada 1.000 pessoas do sexo feminino. Atualmente, as estimativas apontam que a doença acomete 0,2% da população, mas o presidente da entidade lembra que uma parte dos casos acaba distante das estatísticas.

Ataques

Uma manifestação rara do lúpus, que apresenta-se da mesma forma do que uma psicose, composta por convulsões, ataques epiléticos e, em alguns casos até alucinações, poderia encaixar-se o perfil da brasileira Paula Oliveira, caso ela de fato seja portadora da doença. Segundo o presidente da sociedade paulista de reumatologia, doenças infecciosas podem ser fatores que desencadeiam o lúpus, assim como questões emocionais. O estresse pode exacerbar os sintomas de pacientes que sofrem da doença. As informações são do Jornal da Tarde .

AE

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