Centrais sindicais encerram manifestação em São Paulo; trânsito melhora

SÃO PAULO - Terminou por volta das 14 horas a manifestação de centrais sindicais e movimentos sociais pela redução da jornada semanal de trabalho para 40 horas, por garantia do emprego em empresas que tenham recebido financiamento público e em defesa dos direitos sociais, na Avenida Paulista, na região central da cidade. Com o fim do protesto, o trânsito na Avenida Paulista melhorou. Por volta das 16h30, a via tinha um quilômetro de trânsito ruim da Rua Itapeva até a Rua Bela Cintra.

Redação com Agência Brasil |

AE
Cerca de mil manifestantes ocupam a avenida Paulista

Durante cerca de uma hora e meia lideranças discursaram para os cerca de 3 mil manifestantes no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp).

Cerca de 3 mil pessoas participaram do protesto, que ocorreu pacificamente. No trajeto até o Museu de Arte de São Paulo (Masp), o grupo realizou outros dois miniatos, em frente à Federação das Indústrias do Estado (Fiesp) e à Petrobras.

Segundo o major da Polícia Militar David Bianco, que comandou o policiamento na região durante a passeata, não foi registrado qualquer incidente durante o ato. Os cerca de 150 policias já deixaram o local.

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), por volta das 15h a via já estava livre e os manifestantes se concentravam entre as ruas Galeno de Almeida e Arruda Alvim.

Os manifestantes saíram às 11hs da Praça Oswaldo Cruz, no centro de São Paulo, e caminharam até o vão livre do Masp, onde aconteceu o ato político. A manifestação faz parte da Jornada Nacional Unificada de Lutas em vários Estados e tem a participação da Força Sindical, Central Única dos Trabalhadores (CUT), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) e a Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST).

Trânsito

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a manifestação foi responsável pela lentidão acima da média das 11h15 às 14 horas, quando a cidade registrou 78 quilômetros de vias congestionadas.

Depois desse período, o tráfego apresentou tendência de baixa e a cidade teve 58 quilômetros de engarrafamento. Os cerca de 300 integrantes do movimento, segundo a CET, estão retornando de ônibus para o Estádio do Pacaembu, onde ficarão acampados.

Outros Estados

As manifestações também ocorrem no Rio de Janeiro, Acre, em Alagoas, no Amazonas, Amapá, na Bahia, no Espírito Santo, em Goiás, Mato Grosso, no Pará, na Paraíba, no Rio Grande do Norte e em Sergipe.

No Rio de Janeiro, os manifestantes realizam protesto em frente ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Futura Press
No Rio Grande do Sul, manifestantes utilizam imagem da governadora Yeda Crusius

Metalúrgicos param

De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, cerca de 8.100 trabalhadores paralisaram as atividades na manhã desta sexta-feira por cerca de duas horas, em 40 empresas. O objetivo foi participar de assembleias de mobilização em defesa da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais.

Os metalúrgicos estão empenhados nesta luta e mobilizados. Hoje fizemos as assembleias, mas vamos promover outras ações; iremos a Brasília pressionar o Congresso Nacional, afirma Miguel Torres, presidente do Sindicato.

MST

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que, desde segunda-feira, realiza a Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária também  se reúne, nesta sexta-feira, em frente à Esplanada dos Ministérios .

O objetivo é discutir temas como o assentamento das 90 mil famílias acampadas pelo país e das mais de 45 mil que esperam por investimentos em habitação, infraestrutura e produção.

Os acampados exigem também a atualização imediata dos índices de produtividade, usados como referência para classificar como improdutivo um imóvel rural que deve ser destinado à reforma agrária.

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