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Centrais abraçam Supremo em protesto contra Gilmar Mendes

Uma manifestação organizada pelas centrais sindicais reuniu nesta segunda-feira cerca de 500 manifestantes à sede do Supremo Tribunal Federal (STF), onde um abraço simbólico foi dado no edifício do Judiciário.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

O evento, chamado de Jornada contra a crise, pede o fim das demissões, redução da taxa de juros e foi encerrado com fortes críticas ao presidente do Supremo, Gilmar Mendes. De acordo com a presidente da Central Única dos Trabalhadores no Distrito Federal (CUT-DF), Rejane Pitanga, o magistrado está tentando criminalizar os movimentos sociais.

Não podemos aceitar que o presidente do Supremo criminalize os movimentos sociais. Estamos aqui criticando-o por suas declarações contra o Movimento Sem Terra, disse.

Ela se referiu às declarações de Mendes, no dia 25 de fevereiro, quando ele criticou o repasse de verbas para o MST. Na ocasião ele falou que a lei é muito clara. Não pode haver dinheiro público para subsidiar tais movimentos, que agem contra o Estado de direito. Dinheiro público para subsidiar ilicitude é ilicitude.

Munidos de cartazes e apitos, os manifestantes iniciaram sua jornada em frente ao Banco Central, onde pediram a redução da taxa básica de juros. Seguiram pela esplanada dos ministérios até o prédio do STF.

Além de gritar pelo fim das demissões e redução da taxa Selic, os manifestantes também defenderam a redução da jornada de trabalho sem prejuízo para o salário, a reforma agrária e o fim do superávit primário.

Apesar da Polícia Militar contar cerca de 500 manifestantes, a presidente da CUT-DF, Rejane, disse que pelo menos dois mil trabalhadores participaram do evento.

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